Inocente de todas as acusações. Foi assim que o advogado de Isaltino Morais sintetizou, esta manhã, durante o período de alegações realizadas no Tribunal de Sintra, o rol de acusações endereçadas ao presidente da Câmara de Oeiras.
Na última sessão do julgamento, o Ministério Público pediu para o autarca uma condenação mínima de cinco anos de cadeia por alegados crimes de participação em negócio, branqueamento de capitais, abuso de poder, fraude fiscal e corrupção.
Hoje, as extensas alegações do advogado Rui Eloy Pereira caracterizaram-se pela negação de todas as acusações a Isaltino Morais e, também, pelos ataques endereçados ao procurador do Ministério Público, Luís Elói.
“A inconsequente argumentação do senhor procurador”, “O senhor procurador dolosamente abusa dos seus poderes e da sua influência” e “O senhor procurador fez comentários lascivos”, foram apenas algumas das acusações que o defensor de Isaltino fez ontem em tribunal.
Rui Eloy Pereira negou que o autarca oeirense tivesse, em alguma ocasião, cometido qualquer delito e afirmou, que neste julgamento, Isaltino tem sido alvo de “uma tentativa de assassínio cívico e político de um homem que só fez o bem sem olhar a quem”.
Ao contrário do que acontecera na audiência em que o procurador pediu a condenação do autarca, desta feita Isaltino Morais não se mexeu na cadeira nem pediu autorização à juíza para sair da sala.
Escutou, impávido, o violento ataque do seu advogado a Luís Elói e não revelou qualquer emoção quando foram aflorados alguns dos crimes pelos quais está a ser julgado.


