A Adse - Direcção-Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública foi lesada em quatro milhões de euros por actos médicos não praticados desde 1998, avançou hoje à Lusa fonte da Polícia Judiciária.
A Polícia Judiciária (PJ), através da Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF), anunciou hoje a detenção de dois médicos e uma funcionária administrativa que praticaram "centenas de milhares de actos de sobrefacturação e falsificação de documentos, no âmbito da gestão e exploração de vários centros e clínicas de prestação de serviços médicos".
As sete clínicas envolvidas no crime estão localizadas na região da Grande Lisboa e "pertenciam ou eram geridas" pelos dois médicos detidos, sendo a administrativa funcionária de uma delas.
A mesma fonte asseverou que a investigação da PJ, denominada "Saúde & Limitada" e que decorre há dois anos e meio, apurou que os dois médicos, com a especialidade de clínica geral, actuavam de forma conjunta.
Um dos clínicos, que reside há um ano no Barsil, foi detido a 3 de Março na sequência de um mandado de captura internacional, aguardando-se a sua extradição, enquanto o outro médico e a funcionária administrativa foram detidos ontem.
Segundo a PJ a operação foi desencadeada depois de a Adse ter detectado "uma quantidade anormal de serviços prestados e de reembolsos" que envolviam as sete clínicas.


