Administradores hospitalares concordam com criação de farmácias nos hospitais do SNS

26.05.2006 - 12:35 Por Lusa
Os administradores hospitalares consideram que a criação de farmácias nos hospitais públicos, anunciada hoje pelo primeiro-ministro, é "uma medida confortável" para os doentes, mas deve limitar-se aos utentes das unidades de saúde onde as farmácias forem instaladas.
O presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH), Manuel Delgado, comentou assim o anúncio de José Sócrates de instalar novas farmácias de venda ao público concessionadas no interior dos hospitais públicos e que funcionarão todos os dias e em regime de abertura permanente. "É uma medida muito confortável para os doentes", reconheceu.
Manuel Delgado sublinhou o facto de os medicamentos para uso exclusivo dos hospitais deverem continuar a ser dispensados apenas com esse fim.
Em relação aos medicamentos que os médicos prescrevem aos utentes que são consultados nos hospitais, Manuel Delgado lembrou que, actualmente, os profissionais já cedem a "toma subsequente", a qual se destina ao dia seguinte do atendimento hospitalar, precisamente para "evitar o desconforto do doente ter de procurar uma farmácia".
De acordo com o anúncio de José Sócrates, a rede de farmácias "vai passar a contar com novas farmácias de venda ao público, que serão concessionadas no interior dos hospitais públicos, funcionando 24 horas por dia e 365 dias por ano".
O presidente da APAH defende que estas farmácias apenas se destinem aos doentes que são atendidos nos hospitais onde os novos estabelecimentos forem instalados.
Manuel Delgado manifestou, contudo, algumas reservas sobre a capacidade instaladora destes estabelecimentos, nomeadamente para conseguirem estar abertas permanentemente.

