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Jornal esgotou e há até quiosques a vender a edição em fotocópias

Administração do “Sol” aceita notificação mas frisa que não interfere na linha editorial

12.02.2010 - 15:43 Por PÚBLICO

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A edição terá uma segunda tiragem de 150 mil exemplares A edição terá uma segunda tiragem de 150 mil exemplares (DR)
A administração do “Sol” afirma, num comunicado emitido hoje no site do jornal, que aceitou “voluntariamente” a notificação da providência cautelar deixada ontem na portaria do edifício do jornal. Mas frisa que não tem conhecimento das decisões editoriais tomadas pela direcção.

“Nos termos da legislação em vigor, a Administração da sociedade O SOL é Essencial S.A., como é de lei, não interfere, não conhece previamente, não sugere e não condiciona qualquer conteúdo do jornal, pelo que não tem a capacidade formal de cumprir a decisão judicial referida.”, refere o comunicado assinado pela presidente do conselho de administração Ana Bruno e pelo administrador executivo Filipe Coelho, que adiantam que “as decisões judiciais válidas devem ser cumpridas, até que sejam judicialmente alteradas e/ou revogadas”.

E aproveitam ainda para deixar uma nota de solidariedade com a redacção e jornalistas: “A Administração está inteira e incondicionalmente solidária com todos os jornalistas e com a Direcção Editorial do jornal”.

Por sua vez, num comunicado autónomo, a direcção reconhece que teve conhecimento, pela administração, do teor da notificação judicial mas que manterá todo o conteúdo da primeira edição do jornal numa segunda edição de 150 mil exemplares já a caminho das bancas.

A primeira edição do jornal esgotou às primeiras horas da manhã. E, em Leiria, há até quiosques que, para satisfazer as demandas dos clientes, estão a vender fotocópias, avançou o jornal “Região de Leiria”.

A direcção do “Sol”, apesar de saber da intenção do tribunal de salvaguadar a informação que se prendesse com o administrador da PT Rui pedro Soares, entendeu que o visado “não é referido nas notícias por factos da sua vida privada ou pessoal, mas enquanto administrador de uma empresa com capitais públicos e interveniente num plano que – como hoje é público – visava o condicionamento de órgãos de comunicação social”.

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isa.silva

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