• Cinco vídeos, cinco alertas para cinco cancros
  • Sugestões para os melhores passeios
  • Serralves: a festa começou em forma de baile

Acusação rejeita que Renato Seabra tenha cometido o crime por problemas mentais

24.02.2012 - 21:36

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Relatório contraria a tese da defesa Relatório contraria a tese da defesa (Reuters)
Uma avaliação psiquiátrica de Renato Seabra nesta sexta-feira entregue pela procuradoria de Nova Iorque rejeita que problemas mentais do jovem português estejam na origem do homicídio de Carlos Castro, em Janeiro de 2011.

Contrariando a tese da defesa do jovem acusado de homicídio em segundo grau, o relatório, de 22 páginas, determina que Seabra “tinha a capacidade mental para perceber a natureza e consequências dos seus actos e de saber que os seus actos eram errados”.

Mas o advogado de defesa, David Touger, que recebeu o relatório em tribunal das mãos da procuradora encarregada do caso, Maxine Rosenthal, dispõe de outra avaliação que sustenta que o jovem deve ser considerado “não culpado por razões de doença ou distúrbio mental” e mostra-se confiante que esta tese vai prevalecer perante um júri, quando o julgamento arrancar.

“Este relatório significa que vamos a tribunal e que o júri vai decidir esse assunto”, disse Touger após uma curta sessão preliminar em que esteve presente Renato Seabra e a sua mãe.

“A nossa defesa vai ser que ele não sabia o que fazia. Que não tinha capacidade mental para saber que o que estava a fazer era errado”, adiantou o advogado.

O relatório apresentado pela defesa aponta para “doença ou debilidade mental” como motivo do crime, o que pode mesmo conduzir a uma absolvição e a uma posterior audiência sobre se Seabra está em condições de ser libertado.

A próxima sessão ficou agendada para o próximo dia 9 de Março, e servirá para “discutir inteligentemente a marcação da data do julgamento”, nas palavras do juiz Charles Solomon.

O juiz do caso apontou mesmo Abril ou Maio como horizonte para que o julgamento arranque.

Alguns elementos ainda terão de ser facultados à defesa até à audiência, em primeiro lugar os relacionados com o relatório psiquiátrico da acusação, que sustentam a conclusão e os resultados dos exames feitos a Seabra.

Seabra foi interrogado duas vezes pelo psiquiatra contratado pela procuradoria, com recurso a um intérprete, e sujeito a um teste escrito em português.

Touger aguarda ainda que lhes sejam entregues testes de ADN do quarto de hotel, que vão servir para determinar a quem pertencem as amostras de sangue recolhidas no local do crime.

A defesa quer também ter acesso a um vídeo do acusado e da vítima [Carlos Castro] no “lobby” do hotel Intercontinental, no dia do crime.

A demora na entrega destes elementos e no arranque do julgamento tem motivado acesas discussões na sala de audiências entre defesa e acusação, levando o juiz a declarar-se “frustrado” com o processo.

Seabra está acusado de homicídio em segundo grau pela procuradoria de Nova Iorque.

O caso remonta a 7 de Janeiro de 2011, quando Carlos Castro, que tinha 65 anos, foi encontrado nu e com sinais de agressões violentas e mutilação nos órgãos genitais no quarto de hotel que partilhava com Renato Seabra em Manhattan.

O jovem continua na prisão de Rikers Island, por decisão do departamento penal de Nova Iorque, medicado e sujeito a vigilância médica.


Estatísticas

  • 912 leitores
  • 1 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1535222

Comentário + votado

Claro que não é

Se ele fosse tolinho, alguma vez seria escolhido para modelo? Vá, inventem outra, que essa não pega.

Que assuma

25.02.2012 17:33