Defendem que pode ajudar a combater a crise

Activistas pedem legalização da cannabis em cinco cidades portuguesas

07.05.2011 - 09:22 Por Lusa

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A primeira marcha pela legalização foi em 2006 A primeira marcha pela legalização foi em 2006 (Nuno Ferreira Santos (arquivo))
Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e, pela primeira vez, Leiria aderem hoje ao protesto internacional da Marcha Global da Marijuana, defendendo que a legalização da cannabis pode ajudar a combater a crise, nomeadamente através da cobrança de impostos.

Com o lema “Contra a Crise, Legalize”, os activistas afirmam que “especialmente neste contexto de crise económica a legalização da cannabis” torna-se “ainda mais premente”.

“Sabemos que a proibição da cannabis contribuiu para a manutenção e desenvolvimento do narcotráfico com todas as suas nefastas consequências sociais e financeiras”, defende o movimento, alegando que “apenas a legalização poderá combater eficazmente o tráfico e proteger os direitos dos consumidores”.

Para Pedro Pombeiro, porta-voz da marcha de Lisboa, a legalização da cannabis permitiria ao Estado “arrecadar receitas através de impostos e criar uma economia geradora de empregos”.

“Acabar com a perseguição aos consumidores de cannabis contribuirá para uma poupança significativa de recursos, tanto das forças de segurança como do sistema judicial, libertando importantes ferramentas do Estado para lidarem com os verdadeiros problemas do país”, consideram.

O movimento Marcha Global da Marijuana (MGM) lançou uma petição a defender a legalização do consumo de cannabis e seus derivados, que em abril já tinha recolhido mais de cinco mil assinaturas.

O objectivo do abaixo-assinado, que vai continuar a circular até ao Outono, é levar o tema ao Parlamento.

A primeira Marcha Global pela Marijuana (MGM) decorreu em Lisboa em 2006 e, desde então, o protesto estendeu-se ao Porto, Coimbra e Braga. Leiria é a novidade deste ano.

Em edições anteriores, as manifestações reuniram cerca de 3 mil pessoas, mas, nos dois últimos anos, a adesão foi menor, o que Pedro Pombeiro justificou com o facto de ter chovido no dia dos protestos.

Em Lisboa, o início da marcha está marcado para o Largo do Rato, às 16h00. Em Leiria, haverá uma concentração na Fonte Luminosa às 15h30. No Porto a manifestação parte da Praça do Marquês, em Braga do Arco da Porta Nova e em Coimbra do Largo da Portagem, sempre às 15h00.

A MGM é uma iniciativa anual que envolve mais de 300 cidades de todo o mundo.

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Comentário + votado

Enquanto o governo não decide e

enquanto a marcha não faz efeito, temos sempre alternativas (...)

Gato Senil

08.05.2011 03:22

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