O novo Laboratório Regional de Veterinária nos Açores vai começar a ser construído no próximo ano, num investimento de dez milhões de euros no âmbito do Plano Global para a Sanidade Animal do arquipélago, anunciou hoje o presidente do governo regional, Carlos César.
Este novo laboratório vai prestar serviços "de elevada qualidade, necessária à celeridade das respostas, ao fortalecimento dos níveis de conhecimento e à gestão da qualidade e da saúde animal", disse na abertura do X Congresso Internacional de Medicina Veterinária de Língua Portuguesa e do V Congresso da Ordem dos Médicos Veterinários, eventos que decorrem até amanhã, na cidade de Ponta Delgada.
O Plano Global para a Sanidade Animal da Região disponibiliza aos produtores informação sanitária relativa às suas explorações, para que "possam tomar as decisões necessárias e solicitar os serviços convenientes".
Apoios para qualidade alimentar serão alargados
No âmbito da revisão dos Sistemas de Incentivos, que está a decorrer, o presidente do governo açoriano assegurou que os apoios para a segurança e qualidade alimentar "vão ser alargados" a todas as indústrias do sector alimentar e reforçados nos seus valores.
Sublinhando que nos Açores a agro-pecuária "continua a ter um papel muito importante", Carlos César assegurou que está praticamente concluída toda a nova rede regional de abate, com "unidades modernas e bem apetrechadas" nas nove ilhas.
Em relação aos veterinários, Carlos César assegurou que a região "já garantiu o concurso daqueles profissionais em todas as ilhas", revelando que será "reforçada" a sua presença e de inspectores veterinários, "satisfazendo todas as necessidades".
Ordem dos Médicos Veterinários preocupada com situação precária de 19 profissionais
Odete Dourado, presidente da delegação dos Açores da Ordem dos Médicos Veterinários, informou que os problemas que mais afligiam a classe nas ilhas era a colocação de 19 profissionais em situação precária, situação que, disse, estar "praticamente resolvida". "Tivemos eco da parte do Governo e este problema está praticamente resolvido, uma vez que se acabou com o recibo verde dos médicos veterinários e, agora, é só uma questão burocrática, pois estão a contrato e falta só a abertura de concurso”.
Odete Dourado revelou que vai ser criada a Federação dos Países de Expressão Lusófona, no âmbito do X Congresso Internacional de Medicina Veterinária em língua portuguesa. Apesar de já existir uma instituição criada, Odete Dourado considerou que a passagem de Congresso para uma Federação lusófona vem dar "maior poder" na classe, permitindo a troca de experiências e conhecimentos entre várias regiões como Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Açores e Madeira e Espanha.


