Onze pessoas morreram em 2010 em passagens de nível nos 38 acidentes registados, que comprovam a tendência de diminuição da sinistralidade da última década nas linhas ferroviárias, com menos 11 ocorrências que em 2009.
Os dados foram avançados hoje à Agência Lusa pela Refer, no balanço de 2010, que dá conta da ocorrência de 29 colisões e nove colhidas de peões, que resultaram em 11 mortos, três feridos graves e quatro ligeiros.
A empresa realça que “a política de supressão e melhoria das condições de segurança nas passagens de nível tem contribuído para a redução continuada da sinistralidade”.
Em uma década, o número de passagens de nível nas linhas de comboio caiu para menos de metade, passando de 2494, em 1999, para 1107, em 2010.
A Refer regista, contudo, que “as colhidas são as responsáveis pelo maior número de mortos e que uma parte muito significativa dos acidentes - 45 por cento - ocorre em passagens de nível automatizadas ou guardadas, pelo que as campanhas de sensibilização serão cada vez mais importantes”
O número de acidentes desceu de 154, em 1999, para 38, em 2010, menos onze que os 49 registados em 2009.
De acordo com os dados da Refer, durante o ano de 2010, “foram executadas 107 acções, entre as 53 supressões e 54 reclassificações e, destas, 94 foram realizadas pela Refer e as restantes 13 por entidades externas”, em parceria com a empresa.
O investimento total para a sua concretização foi de cerca de 29,4 milhões de euros, dos quais 25,7 milhões de euros foram suportados pela Refer, adianta a empresa no relatório de balanço do último ano.
Das 1107 passagens de nível existentes, 464, que correspondem a quase 42 por cento, encontram-se dotadas de equipamento de protecção activa, ou seja automatização ou guarnecimento.
A empresa perspectiva investir mais 20 milhões de euros em 2011, para acabar com mais 38 passagens de nível e requalificar 51, num total de 89 acções que constam do Plano de Supressão e Reclassificação de Passagens de Nível.


