O acesso de banhistas a algumas zonas da praia de São Rafael, em Albufeira, foi hoje vedado por técnicos da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve, à semelhança do que aconteceu ontem na praia Maria Luísa.
Os técnicos, que desde ontem procedem a um trabalho de levantamento das zonas de risco em arribas, delimitaram com fitas algumas zonas de São Rafael, para reforçar a sinalética já existente. "Delimitámos várias zonas de segurança", explicou fonte da ARH/Algarve, que ontem já tinha feito o mesmo na zona Poente da praia Maria Luísa, extremo oposto ao local onde se deu a derrocada que vitimou cinco pessoas.
O mesmo procedimento foi adoptado numa zona da praia de Olhos d'Água, também em Albufeira, contígua à praia Maria Luísa, acrescentou aquele organismo. Até ao final do dia de hoje, uma equipa de técnicos vai continuar a avaliar as zonas de risco até à zona Nascente de Armação de Pêra, Silves, que coincide com o limite Poente do concelho de Albufeira.
A partir de amanhã será feito um reforço de sinalética através da colocação de placas de aviso nas praias da Coelha, onde Cavaco Silva passa férias, Evaristo e São Rafael, em Albufeira. Estão ainda previstas algumas intervenções no concelho de Portimão, que já foram assinaladas ontem, mas cujo teor específico a mesma fonte não adiantou. Durante o dia de hoje, uma equipa daquele organismo procedeu ainda à confirmação de que as intervenções propostas ao abrigo do levantamento foram executadas no terreno, já que o trabalho está a ser feito em articulação com as autarquias.
A ARH/Algarve iniciou ontem os trabalhos de avaliação das condições reais de risco em várias zonas prioritárias do litoral algarvio, num troço de costa que se estende por 45 quilómetros. Os trabalhos - que serão realizados entre os Olhos d'Água (Albufeira) e Porto de Mós (Lagos) - começaram quatro dias depois de a derrocada de uma arriba na praia Maria Luísa ter provocado cinco mortos e três feridos.
A verificação das condições reais de risco em várias zonas prioritárias do litoral algarvio começou um dia depois do Ministério Público ter aberto um inquérito à derrocada de uma arriba na praia Maria Luísa.


