Uma acção popular subscrita por vários cidadãos de Coimbra e apoiada pelo deputado socialista Manuel Alegre foi entregue hoje no Tribunal Administrativo e Fiscal da cidade, com o objectivo de impedir a co-incineração na cimenteira da Cimpor.
"O dr. Manuel Alegre transmitiu-me a sua solidariedade sobre esta acção popular, que só não vai subscrever por ser membro do Conselho de Estado e recear que possa haver incompatibilidade. O dr. Vital Moreira está também solidário e provavelmente irá aderir", disse o advogado Castanheira Barros, um dos autores da acção.
O presidente da Assembleia Municipal de Coimbra, Manuel Lopes Porto, e o director dos serviços de cirurgia cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra integram também a lista de autores da acção.
Ao contrário do que Castanheira Barros tinha anunciado na sexta-feira passada, hoje não chegou a ser entregue ao tribunal uma providência cautelar com a acção popular. "Optámos à última hora por não o fazer, por enquanto. Decidimos esperar por sentenças sobre a acção entregue pela Câmara de Coimbra e sobre a acção de intimação para Defesa dos Direitos Liberdades e Garantias", explicou.
Castanheira Barros foi o autor da primeira acção judicial para travar a co-incineração em Coimbra, entregue a 17 de Julho, e que seguiu ontem para recurso do Supremo Tribunal Administrativo.
Em meados de Setembro foi a vez da Câmara de Coimbra entregar ao tribunal uma providência cautelar e uma acção principal para travar a queima dos resíduos perigosos naquela cimenteira, um processo que também ainda não teve sentença do Tribunal Administrativo de Coimbra.


