Abaixo-assinado de personalidades portuguesas pede fim da violência no Médio Oriente

23.07.2006 - 17:44 Por Lusa
O escritor Eduardo Lourenço, o encenador Luís Miguel Cintra, o bispo D. Januário Torgal e a eurodeputada Ilda Figueiredo são algumas das personalidades subscritoras de um abaixo-assinado a apelar ao fim da violência no Médio Oriente.
Os signatários, promotores do Movimento pelos Direito do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), manifestam-se pela "cessação imediata das agressões, bombardeamentos de terror, incursões, destruições e bloqueio da Faixa de Gaza e do Líbano por parte de Israel, e pela retirada das suas tropas".
O abaixo-assinado visa também o cessar do lançamento de mísseis sobre o território israelita e a libertação dos três militares capturados, bem como dos deputados e ministros palestinianos agora detidos e de outros presos árabes, de entre os 9000 nos cárceres de Israel, em particular mulheres e crianças.
No documento é recordado que apesar das diferentes apreciações que os subscritores possam ter quanto às responsabilidades dos vários intervenientes na presente crise naquela região, os princípios do MPPM são "contrários a todas as formas de terrorismo, seja ele de Estado ou de qualquer outro".
Os escritores Eduardo Prado Coelho e Maria Velho da Costa, o historiador José Mattoso, e eurodeputado Miguel Portas, o poeta Gastão Cruz e o professor universitário Jorge Cadima são outros dos 58 signatários do documento.
O MPPM apela aos órgãos de soberania de Portugal que se façam ouvir, nomeadamente ao nível da União Europeia, "pela paz do Médio Oriente e em defesa do povo palestiniano e do povo libanês, vítimas da agressão e ocupação estrangeiras".
Lança igualmente um repto à opinião pública nacional para que se mobilize na luta pela construção de uma "comunidade internacional que assegure os direitos e a independência do povo palestiniano, a soberania do Líbano e uma paz justa e duradoura no Médio Oriente".
O abaixo-assinado chama a atenção para a "destruição total e deliberada das infra-estruturas civis fundamentais e das condições de vida, crises alimentar e sanitária muito sérias, centenas de mortos e feridos inocentes incluindo mulheres e crianças, centenas de milhar de refugiados, o colapso de Gaza, a devastação do Líbano e a punição colectiva dos povos palestiniano e Libanês".
Os signatários alertam também para as vítimas civis que se registam nos últimos dias vítimas de mísseis lançados a partir do sul do Líbano e receiam que os conflitos confluam com as guerras em curso no Iraque e no Afeganistão, "culminando num conflito generalizado a todo o Médio Oriente".

