A crise alimentar ainda não acabou, apesar da queda dos preços dos bens de consumo, disse ontem a Alta Comissária para os Direitos Humanos Navi Pillay. Esta responsável defendeu que os passos para reduzir a fome e garantir o direito a alimentação ainda têm de ser concretizados.
No ano passado, o número de pessoas que sofrem de fome no planeta passou de 854 milhões para 967 devido ao aumento de preços. Mas, apesar destes terem caído, permanecem mais altos do que em 2002, o que impede que muitos consigam aceder a estes bens.
Para piorar, a queda nos preços está a desencorajar o investimento na agricultura, alertou Pillay, citada num comunicado das Nações Unidas. Esta inacção leva a que não haja um aumento da produção agrícola, fundamental para melhorar as condições de vida dos pequenos agricultores.
“Os alimentos não são apenas um bem transaccionável e a agricultura não é apenas um negócio. Ambos são centrais para a sobrevivência. Garantir o direito de cada pessoa à alimentação é um imperativo moral e humanitário”, sublinhou a Alta Comissária.


