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IV Fórum das Nações Unidas

Sampaio pede envolvimento político no diálogo e desenvolvimento mundiais

13.12.2011 - 12:22 Por Lusa

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A conferência sublinhou a importância da “promoção de sociedades tolerantes e com oportunidades para todos”. A conferência sublinhou a importância da “promoção de sociedades tolerantes e com oportunidades para todos”. (Luís Efigénio)
O Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, Jorge Sampaio, pediu esta terça-feira mais envolvimento dos políticos nas questões relacionadas com o diálogo e o desenvolvimento, que marcaram a conferência de Doha.

Na última sessão do IV Fórum das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, que ainda decorre na capital do Qatar, Jorge Sampaio disse que a classe política tem de estar envolvida com as questões que foram discutidas desde domingo no fórum. “Onde estão os políticos?”, questionou Jorge Sampaio, acrescentando ser preciso convencer os “agentes políticos” porque os assuntos relacionados com o desenvolvimento, encontro de culturas e educação têm de interessar os parlamentos e os partidos políticos.

A última sessão conta também com a presença de Mozah bint Nasser, rainha do Qatar e embaixadora da Aliança das Civilizações, diplomatas europeus, uma representante da BMW e outra da Hérmes, como representantes de entidades privadas envolvidas na Aliança das Civilizações.

Para Jorge Sampaio, as “contribuições de Doha” foram “as ligações esquecidas entre o diálogo e o desenvolvimento”, despertar o sentimento de inclusão e apoiar a “promoção de sociedades tolerantes e com oportunidades para todos”. As “sociedades diversificadas não precisam de ser sociedades divididas. As diferentes religiões não precisam de ser motivo de divisão e o encontro entre culturas deve ser um compromisso para promover o desenvolvimento”, disse Sampaio. É preciso compromisso e acção para cumprir “tudo aquilo que foi abordado em Doha”, acrescentou.

Para Mozah bint Nasser, anfitriã do fórum de Doha, é preciso encontrar “novos líderes para cumprir os objectivos, muitas vezes coincidentes com os Objetivos do Milénio”. “É meu dever que o próximo passo seja transformar tudo isto em acção. Já temos demasiados planos, temos de continuar e seguir em frente e tentar criar um melhor futuro. A Aliança pode ser um chapéu para os novos programas para chegarmos aos nossos objectivos sobre tolerância e desenvolvimento”, acrescentou.

Finalmente, Xavier Hermès, da Fundação para a Paz-Guerrand-Hermès, disse que “há muito dinheiro que pode ser dado. O dinheiro é importante e a intenção de dar também”. “Nós estamos muito interessados em saber o que se vai passar depois de Doha. Os países vão ter de rever a forma como vão tomar opções para lutar contra o desemprego. É preciso transformar. Se eu tiver muito, tenho de distribuir e penso que os grupos mais jovens são aqueles que mais me sensibilizaram durante estes dias porque têm vontade de transformar”, sublinhou.

O IV Fórum das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações encerra hoje depois da apresentação das conclusões das diversas conferências que reuniram 2000 pessoas de 120 países desde domingo, na capital do Qatar.

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" O IV Fórum das Nações Unidas para a Aliança das

... Civilizações" decorreu no Qatar, uma monarquia do Golfo que nem Parlamento nem partidos ...

Luis

13.12.2011 20:14

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