O ministro dos Negócios Estrangeiros defendeu esta manhã a urgência da diplomacia económica na sessão de abertura do tradicional seminário diplomático que, anualmente, reúne os embaixadores portugueses.
“Não há tempo a perder”, disse Paulo Portas, destacando que, após deter a tutela da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), reúne-se quinzenalmente com os responsáveis daquele organismo.
“A diplomacia económica é uma prioridade política”, acentuou o chefe da diplomacia portuguesa. Assim, as missões diplomáticas portuguesas no estrangeiro passam a integrar as redes comerciais e de promoção turística. Como objectivo, Portas pugnou por fazer coincidir as visitas de representantes políticos ao estrangeiro com missões empresariais. “Cada posto diplomático deve definir um programa de incentivo às exportações e de atracção de novos investimentos a Portugal”, anunciou. Do mesmo modo, as missões portuguesas devem organizar road shows, ou seja, iniciativas de informação no estrangeiro, para atrair investimentos em Portugal. Este trabalho será depois objecto de análise para a confirmação dos resultados.
Após seis meses de política de austeridade, o ministro dos Negócios Estrangeiros definiu como prioridade a divulgação pelo pessoal diplomático do que considerou “uma nova narrativa de Portugal”. Neste ponto, apontou que a melhoria da percepção externa sobre Portugal deve ser uma obsessão quotidiana dos diplomatas. “Do vosso profissionalismo depende, em boa medida, o sucesso do patriotismo que defende Portugal em situações voláteis”, concluiu.


