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Forças Armadas

Ministro da Defesa rejeita que exista contestação e diz que militares estão habituados à austeridade

13.11.2010 - 18:33 Por Lusa

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O ministro da Defesa rejeitou hoje que exista contestação nas Forças Armadas às medidas previstas para o próximo ano, sublinhando que os militares estão habituados à “austeridade, sobriedade e ao rigor”.

“Não há contestação nas Forças Armadas. As Forças Armadas portuguesas estão habituadas desde sempre à austeridade, à sobriedade, ao rigor, à consciência plena de que os recursos de que dispõem são recursos que a comunidade portuguesa lhes atribui para o desempenho das suas funções”, afirmou Augusto Santos Silva, em declarações aos jornalistas à margem das comemorações do 92º Aniversário do Armistício e do 87º Aniversário da Liga dos Combatentes.

Questionado sobre os protestos que têm ocorrido, nomeadamente a manifestação em frente ao ministério da Defesa que decorreu esta semana contra as medidas incluídas no Orçamento do Estado para 2011, Augusto Santos Silva lembrou que “os militares falam através dos seus chefes”.

“As associações sócio-profissionais, são um parceiro muito importante, representam os seus associados, mas quem fala pelas Forças Armadas são as respectivas chefias, o chefe de Estado das Forças Armadas, os chefes de Estado dos ramos”, salientou.

Aliás, acrescentou, o ministério da Defesa tem trabalhado com eles “de forma a que a situação de restrição financeira muito intensa” que se vive “não prejudique nem a parte operacional, nem as dimensões que são também igualmente essenciais para o cumprimento da missão, entre as quais se encontra, por exemplo a protecção social, os cuidados de saúde”.

A este propósito, Augusto dos Santos Silva recordou as reformas que têm sido implementadas na saúde hospitalar, com a constituição de serviços hospitalares conjuntos, desvalorizando eventuais críticas.

“Não me parece que tenha havido tantas críticas, já passámos a primeira fase dessa reforma, a 30 de Setembro estavam constituídos já vários serviços conjuntos no hospital do Lumiar e no hospital da Estrela, o processo está a correr bem, temos agora um segundo marco, que é no fim deste mês há novos serviços conjuntos, quer na Estrela, quer no Lumiar, que vão abrir”, realçou.

Interrogado sobre a entrevista ao ministro dos Negócios Estrangeiros publicada hoje no Expresso, onde o Luís Amado afirma que Portugal precisa de um governo de coligação e se manifesta disponível para deixar o cargo governamental que ocupa em nome da estabilidade, Augusto Santos Silva recusou fazer qualquer comentário.

“Não faço considerações de natureza política geral quando estou em cerimónias militares”, sustentou.

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AUMENTO DE MILITARES

Estamos amargando uma defasagem nos nossos salarios, e o senado da aumentos, camara da aumentos e ...

Anónimo

14.11.2010 14:58

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