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Crise

Louçã acusa Banca de usar o Estado para financiar negócios

19.11.2011 - 08:29 Por Lusa

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Louçã criticou a transferência dos fundos de pensões da banca para o Estado Louçã criticou a transferência dos fundos de pensões da banca para o Estado (Daniel Rocha)
O líder do Bloco de Esquerda acusa a banca de “usar” o Estado no processo de recapitalização e de não querer “arriscar nos seus próprios negócios”, rejeitando a ideia de que está em causa uma nacionalização dos bancos.

“Não há nenhuma nacionalização dos bancos, há simplesmente o facto de que os accionistas não querem pôr o seu dinheiro no seu próprio negócio e exigem ao Estado que os financie”, afirmou Francisco Louçã.

O coordenador do BE, que discursava numa sessão pública do BE no Cine-Theatro Gymnasio, na baixa lisboeta, considerou que o sistema financeiro está a querer “privatizar para si próprio uma parte do dinheiro público para proteger o que é seu”.

Numa intervenção onde considerou ser importante haver uma mobilização superior à greve geral de 2010 na greve da próxima semana, Louçã afirmou que, com as verbas do empréstimo da ‘troika’ para recapitalizar o sistema bancário português “vai ser posto dinheiro porque os accionistas não querem intervir no seu sistema financeiro”.

O líder do BE utilizou em seguida da ironia para dizer que “talvez não seja por acaso” que Dante, na sua obra-prima, a Divina Comédia, “reservava o círculo mais fundo do inferno para os banqueiros florentinos do Papa”.

Louçã criticou ainda a transferência dos fundos de pensões da banca para o Estado, afirmando que esse era “um grande objectivo de há muito tempo” do sector bancário.

Sobre a greve geral da próxima quinta-feira, dia 24, Louçã defendeu que é preciso que haja um “alargamento da mobilização” e disse que esta será a dos que “não aceitam a banha da cobra de que os sacrifícios estão a ser repartidos” por todos.

“Não aceitamos esta chantagem cultural de que é preciso uma lógica de sacrifício sobre quem mais puxa pela economia do País”, frisou, naquilo que chamou de “demagogia dos sacrifícios”.

O coordenador bloquista respondeu ainda aos que dizem que “2012 será o ano de maior risco para Portugal” e em que se viverá “tão mal como nunca” em democracia, dizendo que em oposição a isso “haverá um povo que se levanta”.

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Comentário + votado

Falar claro era mais intererssante.

"Louçã criticou ainda a transferência dos fundos de pensões da banca para o Estado, afirmando que ...

Achille Talon

19.11.2011 12:12

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