O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, disse que as expectativas dos portugueses exigem de Cavaco Silva “um apuradíssimo sentido de responsabilidade, vasto sentido de arbitragem, concertação e impulso orientador”, em consonância com propostas “apresentadas como de magistratura activa, e também com o acrescido grau de autonomia que caracteriza sempre um Presidente, em segundo mandato”.
Logo depois de Cavaco Silva tomar posse como Presidente da República, Jaime Gama lembrou que o chefe de Estado está “agora menos preocupado com os ditames de uma reeleição e mais atento a um lugar no destino histórico”.
A intervenção de Jaime Gama na cerimónia de tomada de posse de Cavaco Silva foi ainda marcada por uma defesa da necessidade de união de esforços para enfrentar a crise.
“Só esforços convergentes muito decisivos no Parlamento, entre o Governo e o Presidente da República, bem como entre as autoridades nacionais e os responsáveis pelos destinos da União Europeia, poderão gerar adequadas plataformas de solução para a magnitude dos problemas que temos diante de nós”, disse Jaime Gama.
O Presidente da Assembleia da República sustentou que “só uma pedagogia baseada em rigor e verdade será capaz de justificar, junto da opinião pública e correntes sociais, o preço dos sacrifícios pedidos para viabilizar ganhos futuros”.
Jaime Gama assumiu ainda que “melhorar a qualidade da legislação, dos seus fundamentos preambulares ou da razão de eventuais vetos (…) é algo que, mais do que nunca, deve unir os órgãos de soberania na sua convergência essencial”.


