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Cavaco: reformados não podem ser “empurrados” para grupo dos novos pobres

21.12.2011 - 18:51 Por Lusa

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Cavaco: “Os reformados já não têm forças para conseguir corrigir o percurso" Cavaco: “Os reformados já não têm forças para conseguir corrigir o percurso" ()
O Presidente da República defendeu nesta quarta-feira um “olhar particular” para os reformados, considerando que não se pode de nenhuma forma “empurrá-los para o grupo dos novos pobres”.

“Os reformados já não têm forças para conseguir corrigir o percurso, o rumo das dificuldade e, por isso, nós não podemos de forma nenhuma empurrá-los para o grupo dos novos pobres, aqueles que passam por uma pobreza envergonhada”, afirmou o chefe de Estado.
Defendendo um “olhar particular” para os reformados, Cavaco Silva sublinhou que há que evitar que aqueles que fizeram os seus descontos para a Segurança Social, “para garantir uma velhice de algum conforto” e “uma velhice tranquila”, possam “alguma vez vir a ser privados dos seus rendimentos e sintam dificuldades, eventualmente em pagar as despesas de saúde”.
Antes, o chefe de Estado, que fazia uma intervenção de improviso depois de ter visitado o Centro de Bem-Estar Infantil de Santo Estêvão, no concelho de Benavente, já tinha alertado para a necessidade de dar “uma atenção muito particular” aos grupos de maior risco, em particular às crianças e aos idosos.
“Estes dois grupos, idosos e crianças, merecem de todos nós uma atenção muito particular, aos idosos há que garantir o bem-estar, a humanidade, a dignidade, o apoio social a quem tem direito depois de uma vida de muito trabalho, de uma vida de sacrifícios”, defendeu.
Por outro lado, acrescentou, às crianças há que assegurar o bem-estar e a preparação do seu futuro.
Explicando que o objectivo da sua visita ao Centro de Bem-Estar Infantil de Santo Estêvão teve que ver com a intenção de “estar mais próximo daqueles que são mais fracos” nesta época natalícia, Cavaco Silva disse querer levar uma palavra de esperança aos mais frágeis.
“De alguma forma, o Presidente da República é também o provedor dos mais fracos, o provedor das angústias e das aspirações dos portugueses”, disse Cavaco Silva, que há cerca de um ano, durante a campanha eleitoral para as presidenciais, tinha já falado do chefe de Estado como “provedor do povo”.
Na sua intervenção, o Presidente da República destacou igualmente o “forte espírito de solidariedade” dos portugueses, enaltecendo o trabalho “notável” que tem sido desenvolvido pelas instituições de solidariedade, as misericórdias e as instituições ligadas à igreja, no apoio aos “mais vulneráveis e desfavorecidos”.
A poucos dias de um “Natal de algumas dificuldades”, o chefe de Estado deixou igualmente o seu público reconhecimento ao “esforço tremendo” que os portugueses estão a fazer para ultrapassar as dificuldades, nomeadamente os desempregados.
“Nada nos pode fazer baixar os braços, nós não vamos perder a esperança de ultrapassarmos os desafios, as dificuldades que temos à nossa frente, nada nos fará voltar as costas aos problemas que temos necessariamente que enfrentar”, vincou, reiterando a sua convicção de que os portugueses irão vencer.

Notícia actualizada às 21h13

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Comentário + votado

um reformado em apuros

Só boas intenções e palavras circunstanciais não me resolvem a minha situação. Com 72 anos e ...

Luis

21.12.2011 21:06

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