Vitalino diz que Cavaco clarificou que não há percepção de vigilância do Governo

29.09.2009 - 21:37 Por Lusa
O ex-porta-voz do PS Vitalino Canas considerou hoje que a comunicação do Presidente da República “clarificou” do ponto de vista político que não há a “percepção” de que a Presidência esteja a ser vigiada pelo Governo.
Vitalino Canas foi um dos visados, indirectamente, na comunicação de Cavaco Silva, que responsabilizou dirigentes socialistas de tentarem colá-lo ao PSD, designadamente, através da acusação de que assessores de Belém teriam participado na elaboração do programa eleitoral dos sociais-democratas.
No entanto, Vitalino Canas, ao contrário do líder do PS/Viseu, José Junqueiro, nunca se referiu especificamente a essa questão da participação de assessores de Belém na elaboração do programa eleitoral do PSD, mas sim à questão em torno da saída de João Lobo Antunes da presidência do Conselho Nacional de Ética.
“A comunicação do Presidente da República foi útil, porque clarificadora em alguns aspectos centrais, já que disse não haver a percepção de que haja qualquer tipo de vigilância do Governo em relação à Presidência da República. Esta foi a mensagem central do ponto de vista político”, advogou o dirigente socialista.
Ainda em relação ao caso das alegadas escutas, Vitalino Canas considerou também que o Presidente da República, “por duas ou três vezes, falou para dentro da Casa Civil ao sublinhar que a Presidência da República é um órgão unipessoal”. “Mas na comunicação do Presidente da República ficou por esclarecer os motivos por que afastou do pelouro da comunicação o seu assessor Fernando Lima, assim como a questão sobre quem, muito em concreto, tentou com casos desviar a atenção dos problemas do país”, sustentou Vitalino Canas.
Já sobre a questão da alegada vulnerabilidade do sistema informático da Presidência da República, o ex-porta-voz do PS desvalorizou essa parte da intervenção de Cavaco Silva, dizendo que essa dúvida “é comum a muitos cidadãos”.


