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Regresso ao escândalo

Vital fala de “engenharia” e “subtracção” no BPN

02.06.2009 - 18:18 Por Leonete Botelho

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O candidato não quis arriscar nas suas próprias metas para estas eleições europeias O candidato não quis arriscar nas suas próprias metas para estas eleições europeias (Fernando Veludo/NFACTOS (arquivo))
Quinta-feira chamou-lhe “roubalheira”, mas hoje, em homenagem às “mentes púdicas que não gostam de certas palavras”, Vital Moreira foi mais elegante e perguntou: “Que palavra é que serve neste caso. subtracção? Deixo ao vosso critério”.

Os 1800 milhões de euros de “buraco” financeiro em 2008 e o desaparecimento de uma importante colecção de arte, hoje noticiados nos jornais, são os novos argumentos de Vital Moreira para regressar ao tema BPN, que introduziu na campanha e prometeu não largar. Até que Manuela Ferreira Leite se pronuncie, o que não parece estar disposta a fazer.

“Não fui eu que liguei o PSD ao BPN, foram os militantes qualificados do PSD que iniciaram a engenharia do BPN e que conduziram a este escândalo”, sublinhou hoje aos jornalistas, que o questionaram sobre o artigo escrito para o PÚBLICO em que retoma o assunto, depois de três dias de silêncio, dois dos quais ao lado de José Sócrates.

“A minha proposta é que o PSD se dissocie do caso, mas o PSD insiste em não se dissociar do BPN”, frisou. “São os cidadãos e os próprios militantes do PSD estão interessados em que o PSD se dissocie do escândalo”, frisou, lembrando que são “os contribuintes portugueses que vão ter de suportar” os prejuízos daquilo a que no PÚBLICO chamou “O banco do PSD”.

Onde já não quis arriscar foi nas suas próprias metas para estas eleições europeias. De manhã, na Trafaria, o dirigente socialista Vítor Ramalho pedira votos suficientes para eleger nove deputados, mais um do que os equivalentes aos actuais doze deputados depois da redistribuição derivada do alargamento a Leste da UE.

“A meta é ganhar as eleições, como sempre tenho dito”. Mas o que seria uma grande vitória para o cabeça de lista, cuja eleição está mais que garantida? “Ter mais deputados que o principal adversário”, responde. Objectivo pouco ambicioso para quem tem hoje mais cinco que o PSD.

Sobre o provedor de Justiça, Vital sublinhou que enquanto candidato ao PE não tem opinião. Já como cidadão, “desejo que essa situação institucional seja brevemente ultrapassada”. Mas a sua posição acaba por coincidir com a linha oficial do PS, ao sobrevalorizar a manutenção no cargo em detrimento do direito de renúncia. “A situação não é inédita entre nós. Já no passado houve titulares de cargos públicos que se mantiveram em funções, como aliás é norma constitucional”.

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