Vigília de protesto junta 50 profissionais das forças de segurança em São Bento

31.08.2005 - 18:08 Por Lusa
Cerca de 50 profissionais das forças de segurança, nomeadamente da PSP e GNR, estão concentrados em vigília esta tarde nas imediações da residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, em protesto contra as anunciadas medidas governamentais para a classe.
A concentração, que vem na sequência de uma manifestação realizada a 22 de Junho, também em Lisboa, é promovida pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações das Forças e Serviços de Segurança, que integra cinco organizações sindicais e de classe. A CCP é constituída por representantes da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima (ASPPM), Associação da Carreira de Investigação e Fiscalização (ACIF) do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).
A CPP justifica a vigília com críticas ao Executivo de José Sócrates que acusa de ter entendido “prepotentemente" congelar as carreiras profissionais, os escalões e o aumento dos suplementos salariais. A organização sindical protesta, também, contra o aumento do tempo de serviço para efeito de reforma, a alteração do sistema de aposentação e pré-aposentação e os termos para o cálculo da pensão. A alteração introduzida nos serviços de saúde da PSP e GNR, que os respectivos profissionais dizem que lhes retirou regalias, é também alvo de críticas.
O coordenador da CPP e presidente da ASPP, Alberto Torres, disse aos jornalistas que os profissionais das forças de segurança estão a "defender legítimos direitos" e que o Governo pode ainda "recuar", uma vez que as medidas em causa, apesar de aprovadas, "ainda carecem de regulamentação".
Segundo a CPP, alguns profissionais das forças de segurança poderão recorrer à greve - legalmente proibida na GNR e PSP - caso a vigília de hoje e a manifestação marcada para 22 de Setembro, em Lisboa, não façam o Governo alterar as medidas adoptadas.
"A luta dos polícias continua, nós não vamos desistir, porque o que está em causa são os nossos direitos e, até, a nossa dignidade", disse à Lusa um elemento da PSP presente no protesto de hoje.
A vigília - com os profissionais das forças de segurança à civil - vai decorrer até 21h00, não estando prevista a entrega de qualquer documento na residência oficial do primeiro-ministro.

