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Jornadas Parlamentares

Vieira da Silva e Francisco Assis querem evitar erros do passado na regionalização

15.12.2009 - 17:49 Por Nuno Simas

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Socialistas querem um debate sereno sobre a regionalização Socialistas querem um debate sereno sobre a regionalização (Fernando Veludo)
Para evitar as “pressas” de 1998 e um novo “não” no referendo às regiões. “Quis-se ir muito depressa e deu no que deu”. Com esta frase ao PÚBLICO Francisco Assis, líder parlamentar do PS, assume os erros do PS no passado e justifica o timing de lançar o debate interno no partido sobre a regionalização, iniciado nas jornadas parlamentares de Beja, que amanhã são encerradas pelo primeiro-ministro, José Sócrates.

Se o ministro da Economia, Vieira da Silva, afirmou há semanas numa entrevista que a regionalização não era prioritária, Assis até encontra um argumento para concordar. “É preciso um debate sereno com seriedade e não se pode fazer tudo à pressa”. “Não vamos criar as regiões amanhã”, afirmou. “É preciso evitar erros do passado”.

À tarde, antes da abertura das jornadas, Vieira da Silva, que se desmultiplicou em declarações sobre o próximo orçamento e a crise, evitou repetir que as regiões não eram prioritárias. Apesar de reconhecer que estão nos programas eleitoral e do Governo para esta legislatura. Mas deixou uma advertência: o processo só deve ser repetido “quando se reunirem condições bem diferentes que levaram à rejeição pública” na anterior consulta, há 11 anos.

Os socialistas só admitem realizar uma nova consulta popular sobre a regiões na base de um “consenso alargado”, ou seja um acordo com o PSD, e depois das presidenciais de 2011.

Como já dissera antes, Francisco Assis defendeu que o partido deve fazer um discurso diferente do de 1998. Evitando alimentar uma campanha de slogans ou ir “mais além” da discussão sobre a criação de uma “nova classe política intermédia” ou mais um estrutura de poder, entre o central e o local. O “debate sério” deve passar por discutir para quer servem, sem evitar a questão de saber quanto custa.

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Comentário + votado

Sim, mais regiões...

O que é necessário em Portugal são mais regiões de inteligencia no parlamento e ...

Anónimo

15.12.2009 18:15

X

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