Ambiente

Verdes insistem para que ministro defina posição face a campanha da EDP sobre barragens

19.06.2009 - 17:20 Por Lusa

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Ministro considera que "eficiência energética e energias renováveis  não são antagónicas" Ministro considera que "eficiência energética e energias renováveis não são antagónicas" (António Carrapato)
O partido Os Verdes insistiu hoje para que o ministro do Ambiente defina a sua posição face à campanha publicitária da EDP sobre barragens, que classifica de "mentira", mas Francisco Nunes Correia continua sem dizer se é contra ou a favor.

Heloísa Apolónia de Os Verdes, partido que pediu a presença do ministro do Ambiente para responder sobre a política para as energias renováveis, como as barragens, defendeu que "é inadmissível" que o ministro "não se tenha demarcado da campanha da EDP".

"A EDP gastou milhões de euros em publicidade enganosa [sobre barragens] e o ministro não disse nada", realçou Heloísa Apolónia.

Nunes Correia começou por fazer um balanço "positivo" da actividade do Ministério que lidera, defendendo que "o Governo está bem preparado [para a] prestação de contas" nestas áreas, e sobre as energias renováveis disse que "a política é ampla, as barragens são só uma componente".

O ministro referiu a redução nas emissões de dióxido de carbono e a criação de mais de dois mil postos de trabalho por ano, para além do investimento privado de cerca de três mil milhões de euros, que "não podem ser desprezados" na análise dos efeitos das barragens.

Para mostrar que "constroem barragens que não servem as populações", Heloísa Apolónia exemplificou com a redução do número de habitantes em vários concelhos.

O ministro do Ambiente referiu que as barragens "não são panaceia universal para o desenvolvimento regional mas são uma oportunidade".

Todas as intervenções de Os Verdes foram em defesa das energias renováveis, mas as barragens têm "impactos muito graves", mais negativos que os benefícios, e "são um dos factores de perda de biodiversidade".

Para Francisco Madeira Lopes, de Os Verdes, "o Programa Nacional de Barragens não responde ao problema energético" de Portugal, "não há estratégia nacional para dar resposta a problemas de eficiência" e "a prioridade devia ser a poupança de energia".

O ministro respondeu que "eficiência energética e energias renováveis não são antagónicas".

Numa sessão marcada pelas críticas da oposição, principalmente de Os Verdes, ao Programa Nacional de Barragens, vários assuntos da tutela do Ministério do Ambiente estiveram em foco, com questões ao governo, como o QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), onde "os reembolsos de recibos válidos são feitos em dois meses", ou o FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional), onde Nunes Correia afirmou estarem em concurso 273 milhões de euros.

Nas intervenções finais, Heloísa Apolónia realçou que "Os Verdes não temem a arrogância de nenhum ministro nem de nenhum governo", acrescentando que "o ministro do Ambiente e esta equipa foram uma nulidade no Ambiente".

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, que fez o discurso final da sessão parlamentar, salientou a importância que o governo dá à energia, exemplificando com as medidas seguidas na promoção dos transportes públicos e na fiscalidade automóvel.

Mas, também na eficiência energética, o governo avançou com a decisão de fazer obras em 60 edifícios públicos para torná-los mais eficientes.

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tamega

Relativamente à publicidade enganosa que o anúncio da EDP faz o Partido dos Verdes tem razão.Mas ...

20.06.2009 16:15

X

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