A PSP fez esta quinta-feira à noite uma detenção e identificou alguns membros do grupo que se manifestou contra o Governo nas imediações do comício do PS em Faro, que terminou em ambiente de confusão.
Ainda antes de o secretário-geral do PS, José Sócrates, abandonar o Largo da Pontinha, onde se realizou o comício, os agentes da polícia começaram a identificar alguns dos elementos que empunhavam cartazes e que assobiavam em reacção aos discursos dos oradores.
Quando José Sócrates entrou no carro para deixar Faro, centenas de apoiantes socialistas rodearam o seu líder a gritar “PS, PS”.
A uma pergunta de um jornalista SIC sobre o carácter daquela manifestação, o secretário-geral do PS lamentou que existam pessoas “que não sabem respeitar a democracia”. "É gente a quem a democracia deu alguns direitos e que não os sabem usar", acrescentou.
“Acho absolutamente lamentável o que aconteceu. Enfim, é gente a quem a democracia deu direitos, mas que não sabem usá-los”, afirmou, em resposta à SIC.
Um assessor do PS precisou que eram 18 manifestantes na Pontinha e que o indivíduo detido pela polícia recusou apresentar identificação. Vários dirigentes socialistas sublinharam ainda que a manifestação era ilegal.
Dirigentes socialistas queixaram-se ainda de terem sido alvo de uma provocação, enquanto os manifestantes se queixaram de ter sido empurrados ou acotovelados.
Enquanto discursou o primeiro orador do comício, o líder do PS/Faro, Miguel Freitas, ouviu-se do exterior um primeiro coro de assobios, mesmo quando este dirigente procurou atribuir a responsabilidade ao PSD pela decisão de se começar a cobrar portagens na Via do Infante.
Os manifestantes traziam faixas onde se podia ler “portagens na A22 não”, “auditorias às contas públicas já” ou “estamos fartos de ser roubados”.
Por estas frases, o grupo de manifestantes parecia ser heterogéneo do ponto de vista político, apesar de estarem em maioria os elementos da comissão de utentes da Via do Infante.
Em outros cartazes também estavam escritas frases como “não pagamos” ou “os mesmos de sempre em banquetes e vida de luxo, enquanto o povo aperta o cinto e passa fome”.
Notícia actualizada às 00h30


