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Turismo de Portugal nega ter prejudicado jornal PÚBLICO

18.02.2010 - 19:54 Por Lusa

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O Turismo de Portugal negou hoje que tenha prejudicado o jornal PÚBLICO, esclarecendo que as inserções publicitárias que fez no jornal, na altura dirigido por José Manuel Fernandes, “foram aquelas que constavam inicialmente na proposta da Carat”.

Na quarta-feira, o ex-director do PÚBLICO, José Manuel Fernandes, que falava na comissão parlamentar de Ética - no âmbito do processo sobre liberdade de expressão e alegada interferência do Governo na comunicação social -, afirmou ter conhecimento que o Turismo de Portugal deu instruções a uma agência de meios para não divulgar uma campanha publicitária no jornal que dirigiu.

Em declarações hoje à Lusa, fonte oficial do organismo disse que tais declarações “não correspondem à verdade”, adiantando que a contratação de publicidade é distribuída pelas centrais de meios (responsáveis pela intermediação da venda de tempo/espaço pelos Media) através de um concurso público e que “as inserções que o Turismo de Portugal fez no [jornal] Público foram aquelas que constavam inicialmente na proposta da CARAT, nem mais nem menos”.

“O Turismo de Portugal trabalhou com a OMD até final de 2008, passou a trabalhar com a Carat a partir do concurso público efectuado em 2009 e tem actualmente em curso de lançamento novo procedimento concursal para a contratação de publicidade a efectuar nos próximos meses”, adiantou a mesma fonte.

A fonte esclareceu ainda que a “proposta seleccionada pelo júri constituído pelo Turismo de Portugal em 2009 (júri esse que aliás não integra nenhum dos membros do conselho directivo) é aquela que potencia o valor atribuído ao plano de meios, ou seja, aquela que se mostra mais vantajosa em termos de custo/benefício e de endereçamento aos públicos-alvo a atingir”.

Também hoje, em declarações à Lusa, o presidente da Carat Portugal, André Freire Andrade, negou ter “em algum momento” prejudicado ou beneficiado algum órgão de comunicação social a pedido daquela instituição.

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Claro que nega

Não ia assumir uma coisa dessas ou ia logo a direcção toda para o olho da rua.

Anónimo

18.02.2010 20:14

X

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