O futuro vice-director executivo do PAM respondeu às perguntas do PÚBLICO por e-mail, durante intervalos de uma reunião de trabalho em Roma, horas antes de viajar, de novo, para o Haiti.
Como encara esta missão após 25 anos nas operações?
Este departamento tem como responsabilidades principais as relações com os Estados-membros, com as agências das Nações Unidas e as centenas de ONG que são nossas parceiras estratégicas e fundamentais para assegurar que a nossa assistência alimentar chegue de forma efectiva aos 100 milhões de pessoas que assistimos em 80 países. É fácil perceber a relação estreita entre as "relações externas" e as "operações". Trago para o cargo a minha experiência profissional dos últimos 25 anos e tentarei usá-la para melhor reflectir as necessidades de assistência a pobres com fome que, infelizmente, continuam a crescer em números absolutos e procurar consolidar as nossas parcerias com os Estados-membros e com os nossos parceiros no sistema das Nações Unidas e no mundo não-governamental. Cada operação de emergência é um desafio novo.
Neste momento está destacado para o Haiti ou regressou à sede do PAM em Roma?
Vim a Roma para consultas e regresso amanhã para o Haiti, onde estamos a tentar mudar o "tom e a narrativa" da resposta humanitária num contexto que é novo para muitas organizações, incluindo o PAM: a resposta a uma calamidade natural que directamente afectou um grande centro urbano que já antes tinha uma infra-estrutura frágil, sérias carências na prestação de serviços à população e tensões sociais.
O que quer mudar no PAM?
O PAM é uma organização extremamente operacional, dinâmica e flexível, com uma enorme capacidade de adaptação a novos contextos. É esta personalidade tão própria e única no seio do sistema das Nações Unidas que tentarei trazer para as Relações Externas. Uma organização aberta, com processos claros, transparente e preparada para aprender com os outros.


