Timor-Leste: Governo português pede aval da ONU para envio de uma força internacional 
24.05.2006 - 18:40 Por PUBLICO.PT
O ministro dos Negócios Estrangeiros português escreveu ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, a solicitar o aval do Conselho de Segurança ao envio de uma força internacional para Timor-Leste.
O Governo português anunciou hoje que vai enviar um contingente da GNR para Timor-Leste, na sequência do pedido feito esta manhã por Díli, após os confrontos registados nos últimos dois dias.
Igual pedido foi apresentado à Austrália, à Nova Zelândia e à Malásia, com quem Portugal está em contacto para o estabelecimento de uma força internacional. Camberra já disponibilizou 1300 militares que poderão ser enviados para Díli no prazo de 48 horas, bem como três navios de guerra e helicópteros. O Governo da Nova Zelândia prometeu enviar 60 polícias.
Na carta enviada a Annan, disponibilizada esta tarde às redacções, Freitas do Amaral refere estas diligências para sublinhar que os quatro países "concordam que o envio desta força beneficiaria de uma rápida decisão do Conselho de Segurança a confirmar a sua autoridade internacional".
"O Governo português acredita que o possível envio de uma força da GNR, em resposta a um pedido do Governo timorense, ganharia em termos de eficácia caso ocorresse em cooperação estreita com as Nações Unidas", insiste a missiva.
Sublinhando "a preocupação do Governo português face à actual situação de perigosa instabilidade, o chefe da diplomacia portuguesa espera que "o Conselho de Segurança discuta em breve a situação Timor-Leste, com o objectivo de decidir medidas com a urgência que a questão requer".
No passado dia 12, o Conselho de Segurança prolongou por um mês o mandato da actual missão da ONU em Timor-Leste (Unotil), para analisar as actuais necessidades do território. A decisão surgiu depois de o Governo timorense ter pedido o envio de um contingente internacional para o país, para assegurar a estabilidade no terreno, criando condições para a realização das eleições legislativas, agendadas para o próximo ano.
Este envio tornou-se ainda mais urgente após os incidentes dos últimos dias, o que levou Díli a renovar hoje o pedido de auxílio aos quatro países.

