Teresa Caeiro é a cabeça de lista por Lisboa e Ribeiro e Castro pelo Porto

18.06.2009 - 08:51 Por Lusa, Público
A deputada Teresa Caeiro vai liderar a lista do CDS-PP às legislativas por Lisboa, a dirigente da comissão política Assunção Cristas candidata-se por Leiria, o ex-presidente centrista Ribeiro e Castro aceitou concorrer pelo Porto e Paulo Portas recandidata-se por Aveiro.
O anúncio dos cabeças de lista aos principais círculos eleitorais foi feito esta madrugada, no final da reunião do Conselho Nacional do partido, realizada em Almada.
Para além de Assunção Cristas, outra entrada nova nas principais listas do CDS-PP é Filipe Lobo de Ávila, membro da comissão directiva democrata-cristã, que lidera a lista de Santarém. Telmo Correia, que concorreu por Leiria nas eleições de 2005, encabeça agora a lista de Braga, substituindo Nuno Melo, recém-eleito eurodeputado. Nuno Magalhães é o candidato por Setúbal e Hélder Amaral por Viseu.
O antigo líder dos populares, o eurodeputado Ribeiro e Castro, aceitou o convite de Paulo Portas para liderar a lista pelo Porto, adiantou ontem à noite o secretário-geral do CDS-PP, João Almeida. Paulo Portas justificou esta escolha, que assinala uma espécie de reconciliação com o eurodeputado, como um “sinal de união”. Após ter excluído Ribeiro e Castro da lista para as europeias (em nome da “renovação”, explicou), Portas chegou a dizer que queria contar com o antigo líder popular para as legislativas. “Ninguém duvida que é um excelente deputado. É um sinal de união e confiança”, sustentou.
Quanto aos restantes cabeças de lista os centristas adiantaram ontem que Abel Baptista volta a concorrer por Viana do Castelo, Ernestina Ferreira por Vila Real, José Manuel Rodrigues pela Madeira e João Serpa Oliva por Coimbra.
Em Castelo Branco a lista será liderada por Próspero dos Santos, em Bragança por Nuno Sousa e em Beja por José Ghuira.
Pré-campanha centrista na rua em Julho
No final do Conselho Nacional, Portas não quis responder sobre a possibilidade de uma coligação para formar governo com o PSD, caso este partido vença as legislativas. Preferiu remeter a resposta para as recentes declarações do seu líder parlamentar, Diogo Feio. Ao Diário de Notícias, o presidente da bancada afirmou que o PSD e o CDS-PP “não são em teoria incompatíveis” e que “em função do seu caderno de encargos”, o CDS-PP representa “valor acrescentado à direita”.
Portas nunca excluiu a possibilidade de voltar a coligar-se com o PSD. Contudo, durante as jornadas parlamentares em Viseu, no ano passado, declarou que, caso seja ponderada uma coligação, não aceita as mesmas condições de 2003, em que o CDS-PP representava apenas 8 por cento dos votos. O objectivo do CDS “é crescer, o que significa humildade e trabalho”.
Ontem à noite, Portas, que quer ver os candidatos populares às legislativas “nas ruas” o mais cedo possível, adiantou que quer aproveitar “todos os dias de Julho para explicar” a “mensagem” do CDS-PP, “convencer eleitores e dar boas provas para merecer a votação.”

