Telmo Correia nega ter tomada decisão sobre propriedade do Casino Lisboa

02.02.2008 - 15:24 Por Lusa
O ex-ministro do Turismo e deputado do CDS-PP Telmo Correia negou hoje ter tomado qualquer decisão que ditasse a reversão do Casino de Lisboa para a posse da empresa Estoril Sol.
"Não tomei qualquer decisão. Apenas 'tomei conhecimento' de um parecer da Inspecção-Geral de Jogos (IGJ)", afirmou à Lusa o deputado do CDS, comentando a manchete do semanário "Expresso" que titula "Ministros do CDS deram 'jackpot' ao Casino Estoril" e a quem admite processar.
O semanário noticia que "a actuação de Telmo Correia enquanto ministro do Turismo do Governo de Pedro Santana Lopes permitiu à Estoril-Sol obter um verdadeiro 'jackpot', conseguindo ficar com a propriedade do edifício do novo Casino de Lisboa".
O deputado contesta e garante que não tomou qualquer decisão sobre o parecer do IGJ quanto à reversibilidade ou não para o Estado do edifício, dado que "estava apenas em gestão [após as eleições de legislativas de 2005] e a poucos dias de deixar o Governo".
"Como ministro não me pronunciei sobre isso. Quando muito, recomendei, através do meu gabinete, que a consulta fosse feita a quem tinha capacidade e conhecimento da matéria para o fazer [a IGJ]", disse.
Telmo Correia explicou que entendeu não ser correcto tomar uma decisão sobre uma matéria que "poderia condicionar aquela que podia ser a interpretação do ministro seguinte".
O antigo ministro lembra que a questão da reversibilidade do Casino - passar a ser ou não propriedade da Estoril-Sol após o período de concessão do jogo - "sempre foi controversa" e por isso foi pedido um parecer à Inspecção-Geral de Jogos.
Em declarações ao "Expresso", o presidente do Conselho de Administração da Estoril-Sol alega que o reconhecimento da propriedade do edifício foi uma condição entre a empresa e o Governo de Durão Barroso, que autorizou a sua construção em 2003.
O ex-ministro do Turismo admite processar o jornal porque "a notícia tem um lado que é calunioso" e considera ser "abusivo" o semanário retirar as conclusões que retira.

