O dirigente democrata-cristão Telmo Correia assegurou hoje que não é nem será candidato à liderança do CDS- PP, na sequência da demissão apresentada no domingo à noite pelo presidente do partido, Paulo Portas.
Em comunicado divulgado esta noite, em resposta ao que classificou como "um conjunto de especulações" surgidas ontem e hoje na comunicação social sobre uma eventual candidatura sua à presidência do CDS/PP, Telmo Correia esclarece que nem é candidato à liderança dos democratas-cristãos "nem sofreu pressões nesse sentido".
Telmo Correia – apontado por membros do CDS-PP como "o sucessor natural de Paulo Portas" – manifestou no comunicado a sua disponibilidade para trabalhar com a futura direcção do partido.
O dirigente centrista recorda que nos últimos sete anos esteve "com o actual líder em todos os combates travados", manifestando "um enorme reconhecimento pelo trabalho efectuado e admiração pela liderança de Paulo Portas".
"Se o tempo é de mudança de ciclo, a minha disponibilidade é a de ajudar nessa mudança e trabalhar com a direcção que venha a ser eleita", sublinha Telmo Correia, reiterando que não é nem será candidato no próximo congresso do partido.
Membro da Comissão Executiva e da Comissão Política Nacional do CDS/PP, Telmo Correia - que no executivo de Santana Lopes ocupava a pasta do Turismo - foi eleito domingo deputado pelo círculo de Lisboa, à frente da lista do partido por aquele distrito.
Também o vice-presidente do partido António Pires de Lima já se auto-excluiu da disputa da liderança do CDS-PP.


