• Passo-a-passo para preparar um rolo de sushi
  • Strangelfreak na terra do post-porn
  • A diferença de idades prejudica o sexo?

Governo

Sócrates tem esperança na recuperação económica com base no investimento público

25.12.2009 - 21:01 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  13 votos 
  • 1 de 1 notícias em Política
Sócrates advertiu que esta conjuntura de “crise económica mundial persiste”, mas, na sua perspectiva “há agora sinais claros de que estamos a retomar lentamente um caminho de recuperação” Sócrates advertiu que esta conjuntura de “crise económica mundial persiste”, mas, na sua perspectiva “há agora sinais claros de que estamos a retomar lentamente um caminho de recuperação” (Eric Vidal/Reuters)
O primeiro-ministro manifestou hoje a sua esperança de que 2010 seja ano de recuperação económica, tendo como base o investimento público, numa mensagem de Natal em que prometeu auxílio aos que foram afectados pelas recentes intempéries.

“Os portugueses sabem que podem contar, da minha parte, com confiança, energia e determinação na resolução dos problemas do país. É com este espírito e com esta atitude que encaro o ano de 2010”, declarou José Sócrates na sua tradicional mensagem de Natal.

“Esperança” e “solidariedade” foram este ano as palavras mais vezes usadas por José Sócrates na sua mensagem de Natal.

O primeiro-ministro começou por referir que 2009 “ficou marcado em Portugal, como, de resto, em todos os países do mundo, pelos efeitos da maior crise económica e financeira dos últimos 80 anos”.

“Este foi, portanto, um ano de grande exigência para todos, famílias, trabalhadores e empresas. Mas com a intervenção do Estado, no momento certo, foi possível estabilizar o nosso sistema financeiro, apoiar as famílias, apoiar as empresas, estimular a economia”, sustentou o líder do executivo.

Sócrates advertiu que esta conjuntura de “crise económica mundial persiste”, mas, na sua perspectiva “há agora sinais claros de que estamos a retomar lentamente um caminho de recuperação”.

“Temos, porém, ainda muito trabalho pela frente. Precisamos de investimento público que crie emprego”, defendeu o primeiro-ministro, antes de especificar outros domínios em que o seu Governo promoverá uma política de intervenção na economia.

“Precisamos de investir nos domínios que são essenciais à modernização do nosso país: as infra-estruturas de transportes e comunicações, as escolas, os hospitais, as barragens, as energias renováveis. Precisamos de continuar a apoiar as nossas empresas, com particular atenção às pequenas e médias empresas, às empresas exportadoras, às empresas criadoras de emprego”, acrescentou.

Neste capítulo, que dedicou às soluções para a recuperação económica, o primeiro-ministro assegurou que o seu Governo irá “continuar a apostar na qualificação dos portugueses, estendendo a escola para todos até ao 12.º ano, promovendo a frequência do Ensino Superior, apostando no Ensino Profissional e no programa Novas Oportunidades, que já tem mais de um milhão de inscritos”.

“A esperança num ano de 2010 com crescimento da economia e do emprego tem uma razão de ser: é a confiança nas capacidades dos portugueses. Esta é a nossa responsabilidade: estar à altura dos desafios dos tempos exigentes que atravessamos”, afirmou.

Na sua mensagem de Natal, Sócrates falou também de “fraternidade” e “solidariedade”, dizendo que “ser solidário é apoiar mais quem mais precisa”.

“E é isso que temos procurado fazer, aumentando as pensões mais baixas, alargando a protecção no desemprego, atribuindo bolsas para a frequência do Ensino Secundário aos alunos mais carenciados, e, designadamente, aumentando mais uma vez, de forma significativa, o valor do salário mínimo. Mas ser solidário é também apoiar as famílias. E por isso temos feito subir o valor do abono de família e temos em curso o maior programa de sempre de investimento em creches, para ajudar as jovens famílias a cuidar dos seus filhos”, advogou José Sócrates.

Na parte final da sua mensagem, José Sócrates abordou alguns dos episódios mais marcantes ocorridos este ano e lamentou os danos causados pelas recentes intempéries.

“Quero também dirigir uma palavra de solidariedade e de apoio aos que foram afectados pelas recentes intempéries. Quero garantir-lhes que o Governo usará todos os instrumentos para os ajudar a superar as dificuldades e para retomar a actividade económica nas zonas mais afectadas”, prometeu.

Ao nível da política externa, José Sócrates defendeu que 2009 foi um ano “de afirmação de Portugal no mundo”.

Estatísticas

  • 2057 leitores
  • 110 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1415301

Comentário + votado

Critérios de publicacção de comentários

Acho que o Publico devia esclarecer os sues leitores assiduos acerca dos critérios de ...

Anónimo

26.12.2009 00:00