Envio de pareceres sobre a Lei das Finanças Locais

Sócrates rejeita acusações de pressão sobre o Tribunal Constitucional

19.12.2006 - 14:08 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O primeiro-ministro considera que o Tribunal Constitucional não é sensível a pressões O primeiro-ministro considera que o Tribunal Constitucional não é sensível a pressões (Inácio Rosa/Lusa (arquivo))
O primeiro-ministro, José Sócrates, rejeitou hoje a ideia de que os pareceres enviados ao Tribunal Constitucional sobre a Lei das Finanças Locais constituam uma forma de pressão do Governo sobre o tribunal. "O Tribunal Constitucional não é pressionável", declarou o primeiro-ministro.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro enviou ao Tribunal Constitucional cinco pareceres de juristas que defendem a constitucionalidade dos artigos da Lei de Finanças Locais que possibilitam às autarquias dispor de até cinco por cento do IRS.

"Isso não constitui uma pressão porque o que me parece é que o Tribunal Constitucional não é pressionável. O Tribunal Constitucional agradece certamente toda a informação que esteja disponível para melhor decidir", declarou hoje José Sócrates.

Segundo o primeiro-ministro, o objectivo do envio dos pareceres foi o de "fornecer ao tribunal toda a informação na qual o Governo se baseou na elaboração da lei".

"Acho que isso é o que é normal nas fiscalizações preventivas daqueles actos que o tribunal está a apreciar. O organismo que faz esse acto envia para o Tribunal Constitucional tudo o que serviu de base ao seu bom juízo", disse. "O tribunal certamente encarará esses pareceres como mais uma informação para melhor decidir", considerou.

Os pareceres enviados para o Tribunal Constitucional foram elaborados por José Casalta Nabais, Manuel Porto, Lobo Xavier, Eduardo Paz ferreira e Saldanha Sanches.

A lei foi enviada para o tribunal pelo Presidente da República, Cavaco Silva, que manifestou dúvidas sobre os artigos 19º e 20º do diploma, aprovado a 16 de Novembro no Parlamento pelo PS com a abstenção do CDS, relativos a alterações quanto ao IRS, aos quais foram apontadas inconstitucionalidades pelo PSD e pela Associação Nacional de Municípios Portugueses.

Esses dois artigos admitem a possibilidade de os municípios decidirem como dispor até cinco por cento do Imposto sobre o Rendimento cobrado aos munícipes nos seus concelhos, podendo violar o princípio da universalidade do imposto.

Estatísticas

  • 29 leitores
  • 13 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1280143

Comentário + votado

Esta constituição está como está porque o PS A FEZ...

Esta constituição está como está porque o PS A FEZ E O PS SEMPRE A TEM DEFENDIDO! Os poucos ...

Anónimo

20.12.2006 10:39

X

Mais em Política (6 de 14 artigos)

Cavaco Silva iniciou esta semana o Roteiro para a Inclusão dedicada às pessoas com deficiência Cavaco Silva pede aos empresários que promovam integração de deficientes