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Protesto organizado pelo Sindicato dos Professores da Região Centro

Sócrates recebido em Viseu com a música “Sem eira nem beira” dos Xutos & Pontapés

17.04.2009 - 18:44

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O protesto juntou cerca de 50 pessoas O protesto juntou cerca de 50 pessoas (Adriano Miranda)
José Sócrates foi esta tarde recebido, em Viseu, ao som da música “Sem eira nem beira” dos Xutos & Pontapés, considerado já um manifesto contra o actual Governo.

O protesto organizado pelo Sindicato dos Professores da Região Centro juntou cerca de 50 pessoas em frente à Pousada de Viseu, inaugurada esta tarde pelo primeiro-ministro, mais cedo do que havia sido anunciado.

A chegada de Sócrates esteve inicialmente agendada para as 17h30, mas ao fim da manhã, o gabinete do primeiro-ministro fez saber que a visita seria antecipada para as 14h30. No entanto, eram 13h05 quando Sócrates entrou na pousada, descerrando a lápide.

“Parece uma brincadeira do gato e do rato”, afirmou Francisco Almeida do Sindicato dos Professores da Região Centro que apesar das diversas alterações de horário conseguiu que os manifestantes estivessem à porta da pousada à hora de chegada do primeiro-ministro.

Para o sindicalista, que enviou cerca de três mil e-mails e duas mil mensagens por telemóvel para mobilizar os professores, a troca de horários tem uma leitura clara: “O primeiro-ministro já não consegue enfrentar os professores e tem consciência do mal que está a fazer aos portugueses”, afirmou.

"Um grito de revolta"

Os manifestantes mantiveram-se no local, ao som da nova música dos Xutos & Pontapés por entenderem que é “um grito de revolta” e que, por isso, “faz todo o sentido colocá-la para o primeiro-ministro”, justificou o sindicalista.

Os Xutos & Pontapés, através de Tim, já haviam sublinhado que qualquer aproveitamento da música para criticar e contestar o Governo não receberia a “solidariedade” do grupo.

Porém, o sindicalista Francisco Almeida considera que a música “já é de todos”. E entende que deve ser usada por considerar a letra “muito adequada ao protesto dos portugueses".

Os manifestantes aguardaram que o chefe do Governo saísse da pousada, mas Sócrates saiu pela porta lateral, o que foi considerado uma “vergonha”, por Francisco Almeida. Os manifestantes assobiaram assim que se aperceberam que os carros da comitiva estavam a abandonar o local.

Ao protesto juntaram-se ainda elementos da União dos Sindicatos de Viseu, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e da Comissão de Utentes Contra o Encerramento dos Serviços de Saúde.

Sócrates seguiu depois para o Solar do Vinho do Dão onde foram assinados 23 contratos com empresas do sector do vinho e o Ministério da Agricultura. Em causa estão cerca de 32 milhões de euros, resultantes de fundos comunitários, que vão servir para a promoção internacional dos vinhos portugueses.

Sócrates considerou que “é um sinal da maior importância” para a agricultura, sublinhando, uma vez mais, que, numa altura de crise, o investimento é fundamental. A promoção do vinho poderá significar mais vendas, logo, “mais empregos para os portugueses, concluiu o primeiro-ministro.

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Quanto

Quanto a canções, vão a (...) e ouçam e vejam o melhor de RUI VELOSO.

Spacus

18.04.2009 09:59

X

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