Mudança de ministros

Sócrates quer esconder as malfeitorias do seu Governo, diz Jerónimo de Sousa

14.09.2009 - 23:37 Por Maria Lopes

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José Sócrates diz que vai renovar todos os seus ministros se for Governo porque “sabe bem que os seus ministros são mal vistos aos olhos do povo”, acusa Jerónimo de Sousa.

Num comício com casa cheia no Ginásio Clube de Corroios, o líder da CDU apontou que “esta mudança de ministros é mais um truque para branquear a sua responsabilidade governativa e para alimentar falsas expectativas sobre o que fará no futuro”. Como os ministros socialistas não gozam de popularidade junto dos portugueses, considera Jerónimo, o primeiro-ministro “quer esconder as malfeitorias do seu governo despedindo os ministros”.

O candidato da CDU voltou a recordar que as eleições não são para eleger ministros ou o primeiro-ministro e que “quem ficar à frente pode até não ter condições para formar Governo”, por isso é escusado Sócrates estar já a pensar na sua equipa com tantas certezas.

“Que interessa dar a ideia de que vai mudar as caras se a política se mantém?”, questionou, empolgado, Jerónimo de Sousa, lembrando que nos últimos quatro anos e meio o executivo socialista não se coibiu “de fazer o que o PSD não desdenharia fazer”, e orientando sempre o seu discurso para a crítica velada às políticas de direita do PS.

Contando que a sua equipa perdeu muitas horas a analisar os programas de todos os partidos, e em especial os do PS e PSD, a CDU chegou à conclusão que “eles têm um programa que no essencial visa a mesma política”. “Com estilos e ritmos diferentes, é certo, mas com a mesma política”, reforçou.

Ataque ao Bloco

No comício Jerónimo de Sousa apontou as baterias apenas ao PS e ao PSD, mas antes de o líder falar, foi Francisco Lopes quem apontou o dedo a um inimigo mais próximo, o Bloco de Esquerda. O cabeça-de-lista da CDU por Setúbal ao Parlamento afirmou que na sua propaganda o BE “teve a lata de criticar a betonização da margem Sul”. E cerrou fileiras: como pode fazer tais críticas um partido que “não tem um projecto nacional com consistência e coerência” e “nem sequer tem um projecto local”.

O discurso escapou-se-lhe depois para uma menção geral dos casos da troca de terrenos do parque Mayer, em Lisboa, e da Bragaparques, mas sem fazer acusações precisas. Mas bastou a menção ao Bloco de Esquerda para a sala reagir como quando se fala no PS: com uma vaia.

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15.09.2009 15:06