O secretário-geral do PS, José Sócrates, prometeu hoje, no Porto, "aliviar a carga fiscal das classes médias", limitando as deduções fiscais daqueles que beneficiam de maiores rendimentos.
"Essa é a nossa proposta de bandeira no que diz respeito ao combate às injustiças fiscais e na construção de uma maior equidade fiscal. No fundo, trata-se de limitar para que haja no nosso país mais igualdade", declarou José Sócrates na apresentação da sua moção "PS: A força da mudança", aos militantes do Porto com que se candidata às eleições directas (que vão decorrer na próxima sexta-feira e sábado).
"Não há nenhuma razão para que aqueles que são mais ricos passem a deduzir o mesmo que a classe média portuguesa deduz. Têm despesas com a educação, despesas com a saúde, muito bem, mas as suas deduções não devem ser o mesmo que é para a classe média. É por isso que teremos de reduzir essas deduções com um objectivo: o dinheiro que aí se poupará de despesa fiscal servirá para aliviar aquilo que são as contribuições fiscais da classe média", assumiu o líder do PS.
Ainda em matéria fiscal, Sócrates empenhou-se em lembrar que o seu Governo bateu todos os recordes
"em termos de recuperação das dívidas ao fisco" e disse que é preciso continuar esse combate.
José Sócrates, que nunca chegou a empolgar verdadeiramente a plateia de militantes socialistas do Porto, voltou a acenar com a reforma da regionalização política. "Nesta moção proponho que o PS adopte no seu programa eleitoral a reforma da regionalização política no nosso país, queremos fazer cinco regiões", declarou o secretário-geral.
Ainda em matéria fiscal, Sócrates recordou que o seu Governo bateu todos os recordes "em termos de recuperação das dívidas ao fisco" e disse que é preciso continuar esse combate.
Logo no início da sua intervenção, o secretário-geral voltou a piscar o olho aos independentes, afirmando que eles são "bem-vindos" ao debate que o PS está a fazer com vista a construir um programa político para modernizar Portugal. Sócrates falou de confiança, prometeu um "PS unido, aberto e seguro de si", mas nunca chegou a pedir a pedir maioria absoluta.


