José Sócrates quer repetir o espírito de “consenso” obtido para a viabilização do Orçamento do Estado de 2010, com a abstenção do PSD e do CDS, para o debate do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). O desafio foi feito pelo primeiro-ministrro na abertura do debate na especialidade do OE na Assembleia da República.
A negociação do PEC, de que o PSD fez depender a sua abstenção na correcção do endividamento e do défice, é um novo “exercício de responsabilidade” paraa todos – “Governo e oposição, forças políticas, económicas e sociais”.
“O Governo deseja gerar o maior consenso possível neste desafio. Faremos um esforço determinado para que tal se verifique. Pretendo que as linhas do PEC possam ser debatidas, na defesa do interesse nacional, pelos parceiros sociais e pela Assembleia da República”, afirmou.
Por duas vezes no seu discurso incial, José Sócrates criticou a aprovação da Lei das Finanças Regionais pelos partidos da oposição. “Dá um sinal de desprezo pelo objectivo de controlar as contas públicas”.


