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São Pedro de Moel

Sócrates: o país "precisa de tudo, menos de uma crise política"

17.07.2010 - 08:15 Por Lusa

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Sócrates lembrou que o primeiro-ministro é escolhido pelos portugueses e não pelos deputados da oposição Sócrates lembrou que o primeiro-ministro é escolhido pelos portugueses e não pelos deputados da oposição (Thierry Roge/Reuters (arquivo))
O primeiro-ministro José Sócrates disse ontem à noite haver políticos mais preocupados com a conquista do poder do que na resolução dos problemas do país. Portugal “precisa de tudo, menos de uma crise política”, considerou.

Esses políticos, acusou José Sócrates, orientam “a sua acção apenas com base no cálculo” e sem “pensarem em contribuir para resolver os problemas dos país”, só querem ver “qual é a melhor altura para provocarem uma crise”, para “substituírem o Governo”, para provocarem um problema ao país”.

José Sócrates, que falava em S. Pedro de Moel no âmbito da iniciativa “Geração activa, geração social” para um grupo de cerca de 200 militantes e simpatizantes socialistas, criticou assim, indirectamente, o líder do PP, Paulo Portas, que quinta-feira sugeriu a demissão do chefe do Governo para que fosse formado um Executivo de coligação entre PS, PSD e CDS-PP.

Portugal “precisa de tudo, menos de uma crise política”, acrescentou o secretário-geral do PS, que dedicou uma boa parte da sua intervenção com críticas à oposição sem nunca referir qualquer nome ou partido.

Para José Sócrates, o primeiro-ministro “é escolhido pelos portugueses e não pelos deputados da oposição”.

Portugal é “uma nação com oito séculos de história e é essa história que nos dá ânimo para avançar com confiança”, acrescentou o primeiro-ministro ao salientar que “gerir o país com base no medo é o primeiro passo para nada se resolver”.

Mas José Sócrates garantiu não ter medo do futuro. Reconhecendo as dificuldades que o país atravessa, que obriga a “medidas duras”, mas que “são necessárias e justas”, José Sócrates sustentou que também “não se deve esconder” o que de bom tem sido conquistado.

“Teremos o direito de não sublinhar os aspectos positivos que já conseguimos, isso é pecado?”, questionou, apontando, o crescimento da economia portuguesa, “embora ténue”, registado no segundo trimestre deste ano.

“Não sou optimista, nem pessimista, sou determinado”, afirmou o líder do PS ao considerar que Portugal é “um país que enfrenta dificuldades, uma nação a trabalhar para resolver os seus problemas”.

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Simples

Sócrates precisa de estar no Poder para se proteger das alhadas em que se meteu: Freeport, ...

João de Lima

17.07.2010 10:30

X

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