Numa curta declaração ao país, o primeiro-ministro voltou hoje a negar ter tido influência, ou sequer ter sido informado, da intenção da Portugal Telecom em entrar no capital da TVI.
“Nunca, nem eu próprio, nem o Governo, demos qualquer orientação à PT, ou a qualquer dos seus administradores, para adquirir a TVI ou qualquer outra empresa de comunicação social. Isso, pura e simplesmente, não passa de uma falsidade. Como é uma falsidade que alguma vez eu ou o Governo, à data da minha primeira declaração sobre o assunto na Assembleia da República, tenhamos sido informados pela PT sobre as suas intenções de adquirir a TVI”, garantiu Sócrates.
O primeiro-ministro classificou ainda esta ideia que tem dominado a actualidade do país “rotundamente falsa, mas também infundada e até delirante”.
Classificando a discussão em torno do conteúdo das escutas sobre o processo Face Oculta como “uma tentativa de substituição do debate político pelo ataque pessoal” e ainda de “insinuação e mentira pura e simples”, Sócrates reiterou não ter “absolutamente nada a temer” sobre este assunto e que nem ele nem o Governo tiveram alguma vez algum plano para controlar os media.
Acrescentou ainda que “todos os portugueses são testemunhas de que temos em Portugal uma comunicação social livre”.
Rotulando as notícias dos últimos dias como “ataques indignos” e de sucessão de insultos, rumores e mentiras”, o chefe do Governo frisou que a agenda do seu executivo é a do combate à crise económica, a aprovação do Orçamento de Estado e a modernização do país”.
Notícia actualizada às 20h37


