O primeiro-ministro garantiu ontem à noite que os programas Simplex respeitam a Constituição e comentou ser a primeira vez que vê em Portugal um "sector privado queixar-se do sector público por ele ser muito eficiente".
José Sócrates respondia a uma pergunta colocada no final da conferência de imprensa conjunta, realizada hoje em São Bento, com o primeiro-ministro francês François Fillon, na sequência de uma notícia do PÚBLICO, que publicou ontem um parecer da autoria do constitucionalista Joaquim Gomes Canotilho, no qual o constitucionalista considerou que medidas como a "Empresa na Hora" ou "Casa Pronta" são verdadeiros atentados aos notários, de contornos inconstitucionais, que legitimam uma reacção forte da classe.
Mas para José Sócrates, não só as medidas não são inconstitucionais, como a controvérsia é um sinal positivo.
"É a primeira vez que vejo, e vejo com gosto, em Portugal, que um sector privado se queixe de um sector público, porque ele é muito eficiente, porque oferece serviços melhores, mais rápidos e mais baratos", disse.


