Sócrates: “Este Governo não vendeu a nenhuma empresa uma rede fixa de comunicações”

02.07.2009 - 15:53 Por Romana Borja-Santos
No último grande debate parlamentar da legislatura, o primeiro-ministro fez uma revisão de toda a matéria dada ao longo dos últimos quatro anos. Mas, já com as eleições legislativas em mente, José Sócrates voltou também, durante o seu discurso sobre o estado da Nação, as palavras para a oposição ao afirmar que “este Governo não vendeu a nenhuma empresa uma rede fixa de comunicações” – em referência ao polémico negócio concretizado durante o anterior Governo, quando Manuela Ferreira Leite era a titular da pasta das Finanças.
Sobre o país que encontrou quando foi eleito, Sócrates sublinhou: “Encontrámos um país que parecia resignado”. Depois, garantiu que não se resignaram a “esse estado de coisas” e que o Executivo apostou em “reformas profundas” da Administração Pública, da Segurança Social, da Saúde e da Educação.
“Fizemo-lo com confiança, determinação, iniciativa e capacidade de agir que é o que é pedido pelos tempos actuais”, acrescentou o primeiro-ministro, para depois insistir que nada do que fizeram seria possível se não tivessem reposto as “necessárias condições orçamentais” nem “truques contabilísticos”. “Pusemos as contas públicas em ordem e restaurámos a credibilidade do Estado português”, defendeu.
“Tivemos sempre uma linha de rumo: modernizar a economia e melhorar as qualificações”, resumiu o chefe de Governo, que depois referiu as mudanças ocorridas no sector da Educação, e que passaram pela modernização do parque escolar e pelo apetrechamento tecnológico das instituições e alunos. O aumento do salário mínimo, o complemento solidário para idosos, o aumento do abono de família, o passe escolar, os empréstimos para estudantes, a comparticipação de medicamentos e a rede de cuidados continuados foram outros dos pontos destacados.
De seguida, José Sócrates voltou-se novamente para as críticas à oposição, desta vez de forma generalizada. Segundo o primeiro-ministro, os outros partidos limitaram-se a fazer “coligações negativas e convergências tácticas com o único objectivo de dizer mal e atacar o Governo”. E acrescentou: “Todas as bancadas da oposição se dispensaram sempre de assumir uma atitude construtiva e de constituir uma alternativa política”.

