Sócrates: eleição confirma “ciclo de reforço” de Portugal no plano internacional

12.10.2010 - 20:23 Por Lusa
O primeiro ministro considerou hoje que a eleição de Portugal para o Conselho de Segurança da ONU é um momento de “afirmação e êxito” para a diplomacia portuguesa, inserindo-se num “ciclo de reforço” da sua influência no plano internacional.
Numa declaração na residência oficial com o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Sócrates fez questão de felicitar Luís Amado e a equipa do seu ministério “e todos os diplomatas que ao longo de todos estes anos se envolveram nesta campanha de afirmação do país nesta eleição”.
Portugal foi hoje eleito com 150 votos para um lugar de membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2011-12.
A eleição foi conseguida numa terceira votação após a desistência do Canadá, o país que disputava com Portugal um dos dois lugares no agrupamento regional “Europa Ocidental e Outros”.
“Saúdo aqueles que estão neste momento em Nova Iorque a acompanhar a votação, o nosso representante permanente junto das Nações Unidas, embaixador Morais Cabral, e também o secretário de Estado (dos Negócios Estrangeiros) Cravinho, que acompanhou as votações”, referiu, estendendo a felicitação aos outros membros eleitos hoje para o Conselho de Segurança: Alemanha, Colômbia, África do Sul e Índia.
Na opinião de José Sócrates, o facto de Portugal passar a fazer parte do Conselho de Segurança a partir de janeiro de 2011 “confirma e, de certa forma, afirma a política externa num ciclo de reforço da posição e da influência portuguesa no concerto da política internacional”.
“Esse ciclo começou com a presidência portuguesa da União Europeia, prolongou-se com a presidência da CPLP, da Conferência Ibero Americana, com a presidência também das Comunidades das Democracias e prolonga-se agora também para aquilo que é um grande evento que se vai realizar em Portugal, a cimeira da NATO”, resumiu.
O chefe do Governo referiu depois que os principais desafios que esta eleição traz ao país se confundem com os princípios da sua política externa: “A defesa da paz, da resolução pacífica dos conflitos, a afirmação do multilateralismo como forma de regulação das principais questões que se colocam ao mundo, não apenas no que diz respeito à gestão de conflitos, mas no que diz respeito a todas as matérias que são importantes para o desenvolvimento dos povos”.
Questionado sobre a preparação do Orçamento do Estado para 2011, Sócrates disse que haverá ocasião para falar do assunto “nos próximos dias”.
José Sócrates adiantou ainda que durante a tarde, enquanto presidia ao Conselho de Ministros, para preparar o Orçamento, esteve a acompanhar as votações para o Conselho de Segurança da ONU.
“Eu estava, como calcula, eu e o senhor ministro dos Negócios Estrangeiros, a preparar o Orçamento, mas muito ansiosos com a votação e eu sempre tive esperança que pudéssemos ganhar”, disse.

