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III Encontro Ciência 2009

Sócrates: desenvolvimento científico em Portugal exige estabilidade de políticas

29.07.2009 - 12:43 Por Lusa

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O primeiro-ministro advogou que a ciência constituiu uma das principais apostas do seu Governo O primeiro-ministro advogou que a ciência constituiu uma das principais apostas do seu Governo (Daniel Rocha (arquivo))
O primeiro-ministro, José Sócrates, salientou hoje que os resultados dos investimentos realizados na ciência exigem agora "estabilidade", defendendo que esta área tem de estar protegida das turbulências financeiras e políticas do país.

José Sócrates falava na abertura do "III Encontro Ciência 2009", que termina quinta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, num discurso em que advogou que a ciência constituiu uma das principais apostas do seu Governo ao longo da legislatura e, por outro lado, que Portugal progrediu em todos os indicadores internacionais nesta área de actividade.

"Não há verdadeira prioridade à ciência e não há verdadeira aposta na ciência sem garantirmos ao sistema científico estabilidade nas políticas", disse Sócrates, já depois de um discurso com o mesmo sentido político feito pelo ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Mariano Gago. Segundo o primeiro-ministro, por natureza, o próprio desenvolvimento da actividade científica requer estabilidade, "porque os programas são plurianuais e as apostas demoram".

"É preciso paciência para obter resultados. Por isso, a área de actividade científica tem de estar protegida das turbulências económicas e financeiras e até das turbulências políticas. A estabilidade no investimento e a persistência na aposta são factores absolutamente decisivos para que os resultados apareçam na ciência", frisou o primeiro-ministro, num recado político em relação às opções em jogo na próxima legislatura.

Ao longo de cerca de 15 minutos de discurso, após a sessão ter sido aberta pelo presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Rui Vilar, o primeiro-ministro procurou defender os resultados da acção do seu executivo ao nível da ciência. "Os resultados que Portugal obteve na ciência nestes últimos anos mostram bem como é possível fazer no país mudanças rápidas, concentrando os esforços políticos, institucionais e financeiros numa determinada área. É possível em Portugal definir estratégias e ver depois os resultados dessa aposta", disse.

Como exemplo de uma intervenção do Estado na área da ciência, José Sócrates apontou o tratado celebrado com Espanha para a constituição em Braga de um laboratório internacional de nanotecnologia. Além da necessidade de a ciência se assumir como uma prioridade nas políticas públicas e de requerer estabilidade no que respeita à actuação governativa, Sócrates apontou ainda um terceiro factor "como essencial" para o progresso científico.

"É preciso que o Estado tenha uma atitude de confiança na comunidade científica. É preciso unir instituições e ter potenciar sinergias entre diferentes institutos", referiu.

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Para além da estabilidade

É necessário "raspar" um pouco abaixo da superfície! O finnciamento das unidades de I&D, se bem que ...

Albero Carv alho

01.08.2009 20:26

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