O primeiro-ministro, José Sócrates, apelou ao líder parlamentar do PSD para “desfazer o tabu” e “dizer não à insegurança e incerteza”, ou seja, revelar qual a posição dos sociais-democratas sobre a votação do Orçamento do Estado. “Não é dar um cheque em branco ao Governo, mas ao país”, rematou o primeiro-ministro, em resposta a Miguel Macedo.
O líder parlamentar do PSD reafirmou que o seu partido só definirá uma posição depois de conhecer a proposta do Governo. “O PSD não dá cheques em branco ao Governo”, afirmou Macedo, referindo que se Sócrates queria uma posição do partido “apresentasse o Orçamento mais cedo”.
Miguel Macedo replicou que “o tabu é a explicação que Sócrates deve aos portugueses sobre o que correu mal entre Maio e Setembro”. “Em Maio, [o primeiro-ministro] dizia que as medidas eram suficientes até ao final de 2011 e quatro meses depois anuncia mais impostos, mais sacrifícios, mandando às baldas o Estado Social”, afirmou Macedo.
Sócrates justificou as medidas com a "necessidade de dar mais confiança aos mercados" mas sublinhou que o importante é a questão política sobre a posição do Orçamento, acusando o PSD de ter posições contraditórias sobre o assunto.


