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Durante jornadas parlamentares do PS

Sócrates defende Governo das acusações de demagogia

18.06.2005 - 18:20 Por Lusa, PUBLICO.PT

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Sócrates diz que seria imoral exigir sacrifícios aos portugueses sem atingir também a classe política Sócrates diz que seria imoral exigir sacrifícios aos portugueses sem atingir também a classe política (Luís Forra/Lusa)
O primeiro-ministro defendeu hoje o fim das subvenções vitalícias aos titulares de cargos políticos, rejeitando os que acusam o Governo de demagogia e populismo no ataque à classe política.

José Sócrates, que falava no encerramento das jornadas parlamentares do PS, justificou a medida, que tem suscitado críticas também dentro da bancada socialista, considerando-a uma questão de "moralidade".

"Seria possível conduzir uma política para acabar com privilégios injustificados na Administração Pública sem começar pelos políticos? Isso seria aceitável do ponto de vista político?”, questionou José Sócrates, numa referência ao fim das subvenções vitalícias, até agora atribuídas aos deputados que somem doze anos em funções, a partir do momento em que cumpram 55 anos.

"Desta vez não há nós e os eleitores. Desta vez só há nós, o povo português, e todos em igualdade", declarou, fazendo o contraponto com o que diz ter sido feito pelo último governo.

"Quanto às acusações de demagogia, de populismo, de que se quis atacar a classe política, não estou nada de acordo. Não tocar nestes privilégios é que era atacar a dignidade e o prestígio da classe política", argumentou ainda o primeiro-ministro.

As declarações de José Sócrates foram feitas depois de ontem Manuel Alegre ter aconselhado o Governo a usar um discurso mais “pedagógico” sobre o papel dos políticos, para evitar a deriva demagógica. Segundo a reconstituição da reunião, feita pelo PÚBLICO, o deputado socialista garantiu ser favorável ao fim das subvenções, mas entende que é importante sublinhar que "os políticos não são parasitas”.

Sócrates responde às críticas de Manuela Ferreira Leite

Durante a intervenção nas jornadas parlamentares, o primeiro-ministro aproveitou para responder à acusação de "desonestidade política" que foi feita ao actual Governo pela antiga ministra Manuela Ferreira Leite, remetendo qualquer atitude do género para o anterior executivo.

Em entrevista à RTP, quinta-feira passada, a ex-ministra acusou o Governo de "desonestidade política" e de fazer "uma encenação" com a estimativa do défice para este ano.

"Quando me vêm falar de desonestidade política quero dizer que a única desonestidade política que vi nestas semanas foi um Governo que, quando estava no poder, sabia que o défice era superior a 6,4 por cento e não o revelou ao país", afirmou o primeiro-ministro, numa referência a um cálculo feito pelo ex-ministro das Finanças, Bagão Félix, e só agora conhecido.

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Comentário + votado

Sócrates defendo o Governo de acusações de demagogia

No meu entender não passa de pura demagogia e populismo, pois este senhor diz que é necessário ...

Anónimo

19.06.2005 10:22