Sócrates de acordo com Cavaco Silva sobre necessidade de aproximar jovens à política

25.04.2008 - 14:25 Por Lusa
O primeiro-ministro, José Sócrates, concorda com o Presidente da República quanto à necessidade de aproximar mais os jovens da política e do conhecimento da História do país, e rejeitou visões pessimistas que em nada ajudam.
"Eu só posso concordar com o senhor Presidente da República e manifestar minha adesão à vontade que o Presidente exprimiu de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para chamar mais a atenção dos jovens para a política. Mas é natural que os jovens tenham outras preocupações", sustentou o chefe de Governo, no final da sessão solene comemorativa dos 34 anos do 25 de Abril, na Assembleia da República.
José Sócrates sublinhou a necessidade de "um maior optimismo e entusiasmo", realçando ainda as palavras de Cavaco Silva "sobre o maior optimismo e entusiasmo dos jovens em relação ao futuro do seu país". "Esta é a geração com mais oportunidades de educação, com mais oportunidades relativamente à vivência internacional. É uma geração de tipo novo", considerou.
Quanto à preocupação demonstrada pelo Presidente da República sobre a insatisfação dos portugueses em relação ao funcionamento da democracia, José Sócrates afirmou que "não podia estar mais de acordo". "Como disse o senhor Presidente da República, é tempo também de acabarem as previsões pessimistas que em nada ajudam. É o que tenho procurado fazer em três anos de governação difícil", sustentou.
O primeiro-ministro admite que existirão "certamente dificuldades nos tempos que aí vêm", mas considerou que estes advirão pela "conjuntura internacional".
No seu discurso perante os deputados e altas figuras do Estado, o Presidente da República alertou que não se tem conseguido mobilizar os jovens para a importância da data histórica e das questões políticas.
Após recordar que já em 2006 procurou suscitar a reflexão sobre o sentido a dar a esta efeméride, e que ele próprio reflectiu sobre que sentido faz hoje evocar o 25 de Abril, o Presidente disse que, como sempre defendeu que os agentes políticos devem prestar contas do que fazem, se apresentou no parlamento para dizer aos portugueses que "continua convencido" de que a juventude é o horizonte de qualquer comemoração do 25 de Abril verdadeiramente digna desse nome".
O chefe de Estado fez ainda eco da "notória a insatisfação dos Portugueses com o funcionamento da democracia, assim como a existência de atitudes favoráveis a reformas profundas na sociedade portuguesa".

