Sócrates considera que a situação de Portugal está a melhorar “passo a passo”

25.12.2006 - 15:36 Por Lusa
O primeiro-ministro, José Sócrates, sustentou hoje que a economia, as contas públicas e o emprego estão a melhorar “passo a passo” em Portugal, numa mensagem de Natal em que pediu “confiança” e dirigiu aos mais desfavorecidos.
Na sua segunda mensagem de Natal enquanto chefe de Governo, José Sócrates defendeu que “em 2006 as coisas começaram finalmente a melhorar”, embora de forma gradual.
“Melhorou a confiança – nos consumidores e nos empresários. Melhorou a economia – com previsões de crescimento económico acima de todas as expectativas. Melhoraram as nossas exportações – as empresas portuguesas estão a vender mais e melhor no mercado global”, considerou o primeiro-ministro, antes de defender também progressos ao nível do combate ao desemprego.
Credibilidade “em recuperação”
“De Setembro de 2005 a Setembro de 2006, a economia portuguesa foi capaz de criar 57 mil novos empregos”, apontou, advogando, depois, a existência de uma evolução positiva no que respeita às contas públicas do país.
Segundo Sócrates, este ano, Portugal vai cumprir o objectivo central de redução do défice para 4,6 por cento, o que, na sua perspectiva, demonstra que o país está a conseguir “pôr as contas públicas em ordem”
“Com isso, estamos a recuperar a credibilidade do país nos mercados internacionais, e a confiança dos portugueses num Estado que deve ter as contas equilibradas. Passo a passo, a economia está a recuperar. Passo a passo, os resultados começam a surgir”, sustentou.
Apesar de reivindicar melhorias em termos globais no país, José Sócrates advertiu que Portugal tem “ainda um longo caminho pela frente”.
Solidariedade com os mais desfavorecidos
Na sua mensagem, o primeiro-ministro afirmou também que o seu pensamento na presente quadra do Natal se dirige sobretudo aos “mais desfavorecidos da nossa sociedade: os mais pobres, os doentes, aqueles que estão sós e que precisam de todo o nosso afecto e de todo o nosso espírito de entreajuda”.
“Quero dirigir-me em particular aos idosos com menos recursos, porque são esses que verdadeiramente mais precisam da nossa solidariedade. O Governo continuará a fazer tudo o que está ao seu alcance para lhes dar condições para uma vida digna livre da pobreza, como não pode deixar de ser numa sociedade que se quer respeitar a si própria e que tem a ambição de ser mais justa”, declarou.
Além dos mais desfavorecidos, José Sócrates deixou também palavras destinadas aos emigrantes portugueses espalhados pelo mundo, dizendo que o país se “orgulha” deles, e aos imigrantes “que procuram em Portugal uma vida melhor e que assim contribuem para o progresso do nosso país”.
“É com gosto que vos acolhemos no nosso país e neste tempo gostaríamos que se sentissem em vossa casa”, salientou o chefe do Governo, antes de sublinhar o seu “profundo reconhecimento” pela acção dos militares portugueses integrados “em missões de paz no estrangeiro”.

