O primeiro-ministro, José Sócrates, disse hoje que as pensões não vão baixar, vão crescer, com a reforma da Segurança Social, que associa o seu valor ao aumento da esperança de vida e a toda a carreira contributiva.
Em resposta à intervenção do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, no debate mensal na Assembleia da República, José Sócrates declarou: “As pensões não vão baixar. O ritmo de crescimento das pensões é que vai ser mais sustentável, mas elas vão crescer.”
Antes, Jerónimo de Sousa tinha acusado o Governo do PS e o PSD de estarem juntos em defesa das mudanças em curso ao sistema de Segurança Social que, disse, vão “diminuir as reformas a partir de 2007, penalizando mais os jovens trabalhadores”.
O líder comunista argumentou que a discussão da proposta social-democrata de modelo misto no início do debate mensal consistiu num “papel instrumental do PSD que permitiu ao primeiro-ministro branquear” a proposta do executivo e apresentá-la como “a virtude do meio, um mal menor”.
"Para um Governo socialista, considerar a esperança de vida como um mal que tem de ser punido é inaceitável", criticou Jerónimo de Sousa, que terminou a sua intervenção afirmando que a reforma da Segurança Social em curso é "mais uma nódoa na conduta política" do primeiro-ministro.
Jerónimo de Sousa lembrou que o PCP propõe que as empresas passem a contribuir em função dos lucros e não do número de trabalhadores, referindo que é uma adaptação “aos avanços da ciência e da técnica”, e que “0,25 por cento das operações bolsistas ajudem a financiar a Segurança Social”.
O primeiro-ministro salientou que taxar os lucros seria “penalizar as boas empresas” e “deixar as más como estão” e considerou que a reforma da Segurança Social e “todas as reformas” do seu Governo “foram feitas em nome da justiça” e que por isso são “dignas de um socialista”.


