Sócrates apresentou programa do PS contra “aventureirismos radicais”

27.04.2011 - 20:24 Por Luciano Alvarez
A justiça, a integração nos jovens na vida activa, a reabilitação urbana e a reforma do Estado foram esta quarta-feira apresentadas por José Sócrates como as “questões chave” do programa de Governo do PS para as eleições legislativas.
Numa cerimónia onde estiveram presentes os principais dirigentes socialistas, Sócrates começou por criticar a oposição, que acusou de “ser rápida a destruir e lenta a propor” ideias, referindo-se ao facto de os que chumbaram o Pacto de Estabilidade e Crescimento ainda não terem apresentado os seus programas de Governo.
“As forças da oposição, que forçaram a antecipação das eleições, acrescentando à crise económica uma séria crise política, um mês depois da crise que provocaram e a quase um mês da data das eleições continuam sem apresentar o seu programa. Isto quer dizer que foram rápidos em destruir mas são lentos - oh como são lentos – a propor e a construir”, acusou o líder do PS.
José Sócrates referiu depois o que considera serem os sete pontos principais do programa do PS: educação, com destaque para a escolaridade obrigatória até ao 12º ano; consolidação da aposta nas energias renováveis; apoio à afirmação do sector da exportação; investimento na ciência e tecnologia; avanço da agenda digital; modernização da administração e conclusão das redes de cuidados de saúde e redes de equipamentos sociais, com destaque para as creches.
“Um programa simples e com propostas claras”, resumiu.
O secretário-geral do PS terminou o seu discurso com um forte apelo ao voto no conhecido, leia-se PS, e contra o desconhecido, leia-se PSD. Um voto contra os que “querem destruir o estado social” e contra “aventureirismos radicais”.
“Onde outros não cessam de evidenciar aventureirismo, preconceito e radicalismo, o que nós procuramos é fortalecer as redes de segurança que o país dispõe e procuramos incutir confiança nas nossas próprias capacidades para vencer os desafios que enfrentamos”, acrescentou.
“Temos um rumo, uma equipa e um programa para defender o país”, concluiu Sócrates.
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