Cavaco Silva quis ter em conta a opinião da maioria dos partidos e marcou as legislativas para dia 27 de Setembro. O social-democrata José Pedro Aguiar Branco limitou-se a afirmar que o PSD "compreende" os motivos invocados pelo Presidente. A campanha já começou.
Nas declarações dos vários representantes dos partidos políticos que reagiram à marcação da data de eleições legislativas sente-se que a campanha já começou. José Pedro Aguiar Branco disse que o PSD compreende os motivos de Cavaco Silva para a marcação de leições em datas distintas e acrescentou que "independentemente da data" os sociais-democratas estão preparados para as eleições. Do lado do PS, João Tiago Siveira considerou que o Presidente da República teve em conta o "interesse nacional" definindo espaços de debate distintos "a benefício da qualidade da democracia". "A decisão é acertada", disse ainda o novo porta-voz do PSaproveitando para referir que os socialistas terãos as "classes médias em especial atenção".
Em decalrações à SIC Notícias, Francisco Lopes, do PCP, confirmou que a data agendada "corresponde à posição do PCP" e que, desta forma, se assegura o "indispensável debate" para o acto eleitoral. Helena Pinho, do BE, também afirmou que este "era o melhor caminho" e que os bloquistas estão preparados para as duas campanhas. Apelando a um esforço de "contenção nos gastos das campanhas", Pdero Mota Soares, do CDS, afirmou à SIC que Cavaco Silva "demonstrou isenção e independência" quando teve em consideração a posição dá maioria dos partidos políticos que preferiam duas datas distintas as eleições autárquicas e legislativas. "Mostrou que era o Presidente de todos os portugueses", concluiu.


