• Já cheira a Verão
  • Restaurantes de topo com menus a 20 euros
  • Dead Combo e skates na passerelle

Ministro fala em "nova etapa"

Governo planeava há meses substituir o director da PSP

24.01.2012 - 07:50 Por Mariana Oliveira

  • Votar 
  •  | 
  •  3 votos 
Guedes da Silva é substituído por Valente Gomes na PSP Guedes da Silva é substituído por Valente Gomes na PSP (Foto: Ricardo Brito)
Vários sindicatos da Polícia de Segurança Pública (PSP) foram sondados nos últimos meses por elementos do Ministério da Administração Interna (MAI), liderado desde Junho passado por Miguel Macedo, sobre o candidato ideal para substituir o superintendente Guilherme Guedes da Silva, até ontem director nacional da PSP, que foi exonerado pelo ministro a par dos restantes três elementos da sua direcção.

Apesar de ter falado ontem no programa da RTP Prós e Contras de "uma nova etapa" na vida desta polícia, o social-democrata Miguel Macedo nomeou, para substituir Guedes da Silva, um dos seus três directores nacionais adjuntos, Paulo Valente Gomes, o mais antigo superintendente na PSP, com excepção do seu antecessor.

No mesmo programa, o novo director nacional da PSP afirmou estar "consciente das dificuldades", garantindo que tudo fará "para conseguir coesão, disciplina e trabalho" na instituição.

A demissão foi formalizada num encontro que se realizou ontem, ao fim da tarde, no MAI, em Lisboa. Guedes da Silva tinha assumido o cargo em Março de 2011, em substituição do superintendente Oliveira Pereira, que se reformou nesse altura. Tanto Guedes da Silva como Paulo Valente Gomes foram escolhidos por Oliveira Pereira, nomeado no início de 2008 director nacional da PSP pelo ministro da Administração Interna do Governo socialista, Rui Pereira.

O novo director é mestre em Direito e Gestão da Segurança, por uma universidade francesa, e até agora era director nacional adjunto para a Unidade Orgânica de Recursos Humanos. Foi também director do Instituto Superior de Ciênciais Policiais e de Segurança Interna e foi o primeiro classificado do primeiro curso de oficiais da então Escola Nacional de Polícia.

Reacções
O Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP) saudou a nomeação do novo director nacional da PSP, considerando que é "um marco histórico" e "o início de uma nova era" para aquela força, pelo facto de passar a ser dirigida por um oficial de polícia e não por um militar.

Já o presidente da Associação Sócio-Profissional da Polícia (ASPP), Paulo Rodrigues, diz que a substituição de Guedes da Silva era uma questão de tempo, mas salienta que não irá alterar nada na PSP, uma vez que o mal-estar nesta polícia relaciona-se com a falta de recursos materiais e com o estatuto profissional, temas que dependem directamente do MAI.

O Sindicato Nacional de Polícia (SINAPOL) congratulou-se com a exoneração de Guedes da Silva, considerando "a melhor notícia" que o ministro da Administração Interna deu aos polícias desde que assumiu funções.

O ex-director nacional fez ontem declarações no Jornal da Tarde da RTP sobre o mal-estar que se vivia dentro da PSP, tendo desvalorizado esse facto. "É um mal-estar que grassa em toda a sociedade e a polícia está integrada na sociedade" referiu. E acrescentou: "As restrições orçamentais e tudo aquilo que a lei do Orçamento impõe colide com as pessoas, colide com as expectativas de carreiras, promoções, expectativas salariais na polícia." Miguel Macedo negou ontem à noite na RTP que estas declarações tenham tido alguma coisa a ver com a demissão de Guedes da Silva.

Notícia corrigida às 11h20, substituindo no último parágrafo "graça" por "grassa".

Estatísticas

  • 80 leitores
  • 15 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1530437

Comentário + votado

Bamos Ber

Em que estado de graça anda a policia, até que enfim os meninos conseguiram chegar ao poder, mas ...

Anónimo

25.01.2012 14:25

X

Mais em Política (2 de 12 artigos)

Programa "Este Tempo" vai para o ar pela última vez esta semana RDP acaba com espaço de opinião que serviu de palco a críticas duras a Angola